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El Periódico Extremadura | Quarta-Feira, 19 de septembro de 2018

{Malentendidos}

ANTONIO Galván González
13/01/2018

 

Há quantidade/quantia de amizades, e de relações familiares e {amorosas}, que se quebram pelos {malentendidos}. O ser humano tem uma tendência natural a enredar-se em seus próprios pensamentos, e isto lhe leva a enganar-se em multiplas ocasiões.

Logo, dentro do género humano, há de tudo: pessoas que tem muita imaginação e tendência a {fabular}, e outros que não lhe procuram tanta miolo a tudo o que acontece ao seu redor. Os primeiros costumam ver-se imersos em mais conflitos pessoais que os segundos. Mas ninguém está isento de incorrer, alguma vez, em erros deste calibre. Porque, no fim, todos somos humanos. E por essa mesma natureza, precisamente, seres imperfeitos.

Muitos {malentendidos} vêm propiciados por coisas que se dão por consabidas, e não o são tanto/golo. Há pessoas que pensa que os demais sobreentendem o que querem transmitir-lhes, e não se preocupam por fazer um relato completo da história. Isso, habitualmente, acaba levando ao recetor da mensagem a preencher os espaços em branco com aquilo que dá de sim sua própria imaginação. Daí os consequentes confusões.

Outra fonte de {malentendidos} é a má gestão das expectativas. Há pessoas que constrói grandes arranha-céus de ilusões em relação aos demais. Muito frequentemente, as esperanças desses sonhadores se vêem defraudadas. E estes acabam responsabilizando aos demais de não ter satisfeito suas expectativas.

Os {dobles} sentidos, as metáforas e a ironia {discursiva} também podem gerar uma grande quantidade/quantia de conflitos pessoais. Quem utiliza estes recursos retóricos dá por facto/feito que seu interlocutor tem um nível intelectual suficiente como para {desencriptar} as mensagens que se reservam na segunda pele das palavras. E o certo é que, o que ouve ou lê, não sempre sabe encontrar o verdadeiro sentido das palavras.

Se o pensamos minuciosamente, a vida quotidiana está {plagada} de {malentendidos}. E, embora muitos são geradores de conflitos irresolúveis (pela falta de diálogo, fundamentalmente), também há outros que conseguem arrancar-nos mais duma gargalhada, pelo ridículo das situações.

O problema é que vivemos numa sociedade que nos faz estar em alerta. E essa tensão cerebral acaba por jogar-nos más passadas. Porque não toda a gente tem intenções {aviesas}.

Por isso, salvo prova irrefutável caso contrário, deveríamos pensar que nossos semelhantes não querem fazer-nos a chatice, mas convivir, em paz e harmonia, connosco.

* Diplomado em Mestrado

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