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El Periódico Extremadura | Sábado, 25 de novembro de 2017

Os longas facas do ‘{brexit}’

ALBERT Guasch
04/09/2017

 

Sem saber muito bem como, um convive rodeado de encantadores cidadãos britânicos que, mira por onde, votaram a favor de um {brexit} que ainda defendem sem titubeios. Resumindo e, portanto, caricaturando, desejam recuperar o controlo de suas fronteiras e desfazer-se dos ditados de Bruxelas. E nada passou para que mudem de opinião.

Agora tem terminado a terceira ronda de negociações entre a União Europeia e o Reino Unido e, tal como estava previsto, houve menos avanços que no contratação de {Coutinho} pelo Barça. Em Londres aspiravam a fechar o acordo da desconexão em Outubro e já se vê que o pulso se prolongará possivelmente até à chegada de Santa {Claus}.

O divórcio, como em todas as separações, está agora encalhado no assunto do dinheiro. ¿Quanto lhe devem pagar os britânicos à UE? Uns 60.000 milhões, afirmou {Jean}-{Claude} {Juncker}, presidente da Comissão Europeia, duma forma que pareceu pouco/bocado cientista. Nem falar, que loucura, bramem os tabloides e desde Downing Street ao {alimón}.

¿É excessivo dinheiro 60.000 milhões? Sim, claro, Tudo é demasiado dinheiro. O é o custo de qualquer contratação {balompédico}, um mercado no qual se pode pelo menos comparar. Se {Mbappé} vale 180 milhões, ¿quanto merece Messi? Mas com o {brexit} não podemos fazer isso. Há tábuas, há compromissos {medibles}, mas não há precedentes.

Parecem prevalecer as aparências de ganhar a verba/partida, agora mesmo desenvolvida numa guerra de recriminações. Que não nos burlem, se reclama desde Londres. Sois uns {nostágicos} {irrealistas}, disparam desde Bruxelas. Facas longas.

SE SABE que desligar-se da União Europeia é uma tarefa {mastodóntica} para a que o Gabinete da primeira ministra britânica {Theresa} May não está a dar muitos sinais de estar preparado. Temos de {hilar} um sem-fim de acordos e cláusulas. Detalhes incompreensíveis sem interesse/juro por seguir/continuar para a grande maioria que ainda acredita nos benefícios do {brexit}. Para isso está a primeira ministra, à que se percebe/recebe confundida. Que sele as fronteiras e pague o menos possível. E acima de tudo, que pareça uma vitória.

* Jornalista

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