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E {llámame} parva

 

DANIEL Salgado
19/05/2020

A presidenta Díaz Ayuso é um {meme}. Embora é a presidenta da Comunidade de Madrid, importa mais por seu {caricaturización} que por sua gestão, reduzida a suas declarações e ao protagonismo mediático. O dia que deixe de ser {trending} {topic}, Díaz Ayuso deixará de ser presidenta.

Enquanto, cumpre com o dito do qual parece ter facto/feito seu mote: «{Dame} pão e {llámame} parva». Agora é pelo uso de um ático, em cuja polémica tem intervindo mesmo o vice-presidente do Governo, Pablo Iglesias: «Se se o está a pagar um empresário, de novo temos um caso de corrupção» (a {adverbial} «de novo» sugere que o vice-presidente leva a conta dos casos). Mas se hoy é por um ático, ontem foi pelo menu escolar –»Aos meninos adoram Telepizza»-, amanhã será por repartir {croissants} em lugar de pão nos refeitórios sociais –tem algo de María Antonieta- e sempre, sempre, por seu declarações, que som tão impossíveis que não podem ser nem genuínas nem naturais. Aí estão, por exemplo, os protestos no bairro de Salamanca de Madrid, proibidas pelo estado de alarma, mas que ela defende: «Manifestar-se embora seja um bocadinho à tarde em sua própria rua», disse. A chave da presidenta Díaz Ayuso está nesta desconexão com a realidade: «Um bocadinho à tarde em sua própria rua».

Certamente, a presidenta Díaz Ayuso não dá {abasto} em {absurdidades}, até ao ponto em que «{ayusada}», com sucesso, é já um substantivo para referir-se a disparates, faltas de jeito, etc. Não necessita publicidade, tendo a propaganda que lhe fazem. E não é estranho que tenha facto/feito perder os papéis ao deputado Rafael Simancas, que {dicer} que a alta mortandade epidemiológica em Espanha se deve a que «em Espanha está a Comunidade de Madrid», e que Madrid «é a terceira região do mundo em {letalidad}» (não a terceira de Espanha ou de Europa, não: do mundo). Porque a presidenta Díaz Ayuso exaspera pelo que faz, mas exaspera mais pela impossibilidade de julgar sua gestão de governo, no convencimento de que governa numa cabina de simulação. Se sua estratégia política consiste em aparentar estupidez, simplicidade, em parecer frívola e diretamente parva, terá que reconhecer-lhe o engano. E perguntar, claro, quem som os enganados.

A verdadeira «{ayusada}» é que Díaz Ayuso é a presidenta da Comunidade de Madrid.

* Funcionário