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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 28 de fevereiro de 2020

A liberdade de um direito

LARA Garlito
14/02/2020

 

Nesta semana o foco da sociedade e os meios esteve posto no Congresso dos Deputados, se debatia a Lei Orgânica de Regulação da Eutanásia e o debate na rua estava em cada esquina, todos e cada um de nós {generamos} uma opinião, é uma lei, uma questão que apela diretamente à conceção mais intima do indivíduo, de seu ser, de sua liberdade mais profunda, é uma lei que gera um direito, supõe o direito a decidir sobre/em relação a um mesmo nas condições mais extremas; é uma lei cujo principal objetivo é regular/orientar o direito individual subjetivo das pessoas que, sem estar num processo destinada a uma morte iminente, sofrem uma doença grave, crónica ou {invalidante} que produz sofrimento insuportável, decidem solicitar e receber/acolher a ajuda para morrer antecipadamente, uma lei que dá segurança jurídica aos profissionais que participam e regula a objeção de consciência.

¿Quem pode negar-se a esta liberdade numa sociedade moderna, madura e democrática? ¿quem pode negar-se a um direito? Suponho que quando um concebe e entende o que é direito em seu conceito/ponto mais largo sabe que não é uma obrigação exercê-lo, unicamente lhe dá a segurança de decidir sobre/em relação a sua aplicação.

¿O Estado me obriga a casar-me? ¿com alguém de meu mesmo sexo? ¿do sexo contrário? ¿a divorciar-me? ¿a {abortar}?

Sei que me oferece a segurança jurídica de poder/conseguir fazer tudo isso, ou nada. Não quero que faça nada mais. A decisão será minha, minhas convições morais, religiosas serão minhas e não {pretendo} nem quero que ninguém as julgue. O debate de fazê-lo ou não será comigo ou com quem decida no mais íntimo e pessoal que esteja nele.

O debate é profundo, sim, mas este país está preparado para abordarlo sem complexos, sem impedimentos nem hipotecas morais, é um país onde a liberdade está coberta de justiça e segurança.

Sinceramente não {entraré} a valorizar a aqueles que se opõem a esta lei por considerar que se faz com fins económicos chegando a sugerir que se procura a morte intencionada; me resulta tão mesquinho, tão frívolo e pueril que não vale a pena a consideração. Sei e estou convencida de que terá quem se oponha a esta lei baixo/sob/debaixo de mais critérios e rigorosos, é uma sociedade democrática, a pena duma democrata convencida que lhes escreve é ver como a oposição/concurso público não se encarregue deles e trate a seu próprio eleitorado de forma tão simples.

É o momento de avançar/adiantar em direitos, e este supõe um mais. Esta lei é um passo mais.

*Filóloga e deputada do PSOE.

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