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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 24 de novembro de 2017

Ler para saber

Cristina Castro
04/09/2017

 

Os espanhóis cada vez lêem menos. Esta é uma das multiplas ideias que podem deduzir-se analisando o estudo que o CIS publicou em 2015, no qual destaca o dado de que ao 42,3% dos espanhóis não gostam de ou não lhes interessa a leitura. Isto não é só/sozinho uma simples questão de gostos pois na verdade implica um grande perigo.

São nos livros e textos onde {encontramos} o conhecimento e o saber de primeira mão, ao evitá-los o cidadão se vê praticamente forçado ao conhecimento ‘em segunda mão’, o narrado por pregadores ou por comentadores. Isto se traduz na existência de cristãos que dizem acreditar/achar em Deus mas jamais leram a bíblia ou marxistas que não sabem o que diz O Capital.

E infelizmente os culpados disto foram nossos professores, os quais nos forçaram a ler livros do Século de Ouro em vez de mostrá-los que dá igual quais sejam teus campos de interesse/juro sempre {encontrarás} um livro para ti. Ler aumenta teu léxico, atrasa o envelhecimento neuronal e exercita a memória.

COSTUMES

Luto sem aplausos

{Enriqueta} de {Irízar}

Não consigo entender porque é que as pessoas aplaude nos enterros, à entrada de caixões na igreja, e quando se fazem minutos de silêncio em homenagem ou lembrança de algo grave. Em minha época, o respeito se demonstrava com um silêncio e um recolhimento total. Já sei que os tempos mudam, mas as aplausos só/sozinho os {concibo} num teatro ou exibições desportivas e militares.

SOLIDARIEDADE

Pobreza longe e perto

Ramón Antolín

Hace muitos anos, sentado ao lado de meu pai, este me explicava a situação política e social que vivia Espanha em 1939; isto é, no pós-guerra, e lembrança que me contava como funcionavam as cadernetas de {racionamiento} e não o podia entender, e o via muito longe. Na semana passada, dando uma volta com o carro pela condomínio onde vivo, vi uma cauda de umas 10 ou 15 pessoas. Todas levavam umas folhas brancas nas mãos: estavam à espera a que a Cruz Roja lhes desse alimentos para passar o mês. E, de repente, me vieram à mente as palavras que me dizia meu pai sobre/em relação a as cadernetas de {racionamiento}, e automaticamente pensei «que triste que estejamos igual, neste sentido, que faz 75 anos».

Dou as graças a Cruz Roja e Cáritas por tudo o que fazem, que, embora seja pouco/bocado, é muito. E aos senhores políticos lhes digo: {déjense} de conspirações e intrigas, e {pónganle} ao assunto algo de atenção. Façam algo por aqueles que o passam mau. Para isso lhes votámos.

DESIGUALDADE

Subir os salários

Joan Palacín

Se dice-nos, sem parar, que a recuperação é um facto/feito e que a economia andor muito bem. As coisas não são assim, pelo menos quanto aos salários. É verdade que as empresas, financeiras e não financeiras, têm muito bons resultados, mas não acontece igual com os salários que levaram a Espanha à recuperação das lucros empresariais, porque a desvalorização salarial permitiu maiores/ancianidade exportações à custa de ordenados muito baixos.

Não está na vontade das organizações empresariais –nem do Governo–, subir os salários. Se estes não aumentam, para além da diminuição do consumo, a pobreza, que já é elevada, crescerá mais. São completamente imprescindíveis as subidas salariais. Caso contrário, a desigualdade, longe de minguar, crescerá e crescerá.

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