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El Periódico Extremadura | Segunda-Feira, 17 de fevereiro de 2020

Lembranças de meu bairro

CARMEN Martínez- Fortún
06/11/2019

 

{Amenudo} me {pregunto} como teria sido minha vida se nos tivessemos ficado em Barcelona. Vivíamos nós no centro mesmo, na rua que nessa altura se chamava {Lauria} e agora é Roger de Llúria. Minha avó em {Bruch} esquina Assembleia provincial. Meu {cole} estava na rua {Caspe}, e muitas tardes {bajábamos} a merendar a Praça/vaga {Urquinaona}, onde em tempos teve uns baloiços e um cinema, que pelos vistos agora é um teatro. Poucas maçãs separavam meu casa da Chefatura de Polícia de Via {Laietana} onde minhas lembranças querem colocar a aquisição de meu primeiro {DNI} uma amanhã de {madrugón} e caudas, embora seguro que não foi ali.

Com o fecho de minha colégio {cambié} de bairro e subia a cada manhã a São {Gervasio}, a zona alta da cidade, num autocarro que {renqueaba} {Balmes} em cima. Era a escola um prédio próprio da Marina de Ruiz Zafón ou da cripta enfeitiçada de Mendoza. O caso é que, já gótico já {paródico}, tinha uns jardins afetados e estava rodeado de {palacetes} e habitado por pessoas muito {pija}.

A memória volta {apenadísima} quando vejo queimar meu bairro senhorial e trabalhoso que albergava o hotel {Ritz} onde, adolescentes, uma tarde louca {acudimos} a {chillar} histéricas diante do varanda do médico {Gannon}, o mais modesto hotel {Habana}, o enchido do senhor {Marcelino} onde minha mãe fazia os pedidos ou a perfumaria {Solsona}. Hoy uns quantos, também não tantos se se atuasse antes de que começassem, incendeiam fotos ou contentores e assassinam a concórdia de noite, para que de manhã, seus conterrâneos decentes limpem e revivam a paz. Já me tenho fartado de ver como maltratam a cidade porque é sua quatro gatos impunes aos que desde as instituições se anima e incita para que paralisem, quebrem, queimem a capital à que dizem querer. Se têm destapado já as entranhas de ódio. Por isso se tapam as caras.

Dizem os peritos que são guerrilha urbana muito bem dirigida, paga e coordenada. Alguns acreditam que desde {Waterloo} e outros que desde mais perto. Dominados pelo puro fascismo, movem o árvore enquanto outros recolhem/expressão as nozes. A mesma nojenta história de sempre.

*Professora.

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