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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 21 de septembro de 2018

Leis de mercado

PILAR Galán
14/06/2018

 

A {mercadotecnia} deve ser um mundo apaixonado, parecido à magia. Alguém cria/acredite um produto desnecessário num mercado saturado de coisas que não se necessitam, e imediatamente surge um perito que nos convence de que temos que comprá-lo.

Há campanhas de publicidade que deveriam fazer parte da história do arte, e outras que a força de {machaconas} são eficientes. Todos {recordamos} slogans excelentes, logótipos que nos acompanham desde meninos, canções ouvidas mil vezes em televisão.

Há produtos que se vendem sós e que ao mesmo tempo arrastam uma campanha originalíssima, como se cada ano se tivessem proposto surpreender-nos, e outros que estariam condenados ao {ostracismo} da estante de abaixo se não fora pelo trabalho dos publicistas.

Não sempre funciona, nem os triunfos são predizíveis, mas detrás de cada produto se esconde o estudo de um mercado cada vez mais caprichoso, cada vez mais saciado e difícil de contentar.

Esta suposta magia também afeta à política, aos eleitores, a pasta de consumidores mais desejada. Não há mais que rever a recente história das eleições no nosso país, e a mais recente ainda moção de censura.

Os assessores estudam o mercado, aconselham e lançam um produto com o que se poderá estar de acordo ou não, embora isso já seja o de menos.

O que importa é convencer da existência duma necessidade, e depois, cobri-la. No meio ir repartindo traços, umas de seriedade e rigor, outras, de alegre ligeireza.

Ministros que saibam o que fazem por experiência anterior. Outros suficientemente preparados. Outros dispostos a aprender, mas quase todos com um acrescentado que os faça atrativos para o público. Provavelmente tivesse sido suficiente prometer honestidade depois de/após tanta imundice.

Uma limpeza geral. Um castigo exemplar. Algo assim, que soa tão antigo, tão afastado dos golpes de efeito, das {tracas} finais, dos fogos que a mim me sobram para comover-me com algo que eu via necessário sem necessidade alguma de campanhas publicitárias e assessores que me o fizessem ver.

* Professora

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