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¿Isto vai-se a solucionar? O sono/sonho possível

 

¿Isto vai-se a solucionar? O sono/sonho possível -

RICARDO Hdez Mogollón
26/07/2020

No nascimento da nossa autonomia, Extremadura acometeu uma revolução ambiental e uma revolução identitária. Fica uma revolução pendente: a do pleno emprego. {Basilio} Sánchez (prémio {Loewe} de poesia e chefe da {UCI} do complexo hospitaleiro de Cáceres) declarava recentemente «o mundo de ontem, já não voltará. Tudo no que acreditávamos se está desintegrando. Somente uma resistência ativa de carácter moral nos ajudará a superar as inclemências desta época». Acredito/acho que a interpretação é clara: a pandemia nos trouxe dor e sofrimento, mas também ensinamentos fundamentais e oportunidades que aproveitar. Tal como o {covid}-19 não se elimina com palavras, uma situação endémica de desemprego na Extremadura, não se termina com palavras. Ambos {males} se solucionam com conhecimento e ação.

No atual contexto de incerteza, as cifras económicas podem variar, e as previsões som muito aleatórias, pelo que a ação imediata é imprescindível. No recente ‘Debate sobre/em relação a a orientação da Política Geral da Junta de Extremadura’ desenvolvido na Asamblea de Extremadura, o presidente da Junta de Extremadura e líder do PSOE, pronunciou um discurso, com calendário, aberto à participação, com propostas a curto, meio e longo/comprido prazo, baseado na concertação social, com apoio em dados económicos de um estudo recente realizado pelos professores da UEX Rivero, {Ramajo} e {Miranda}. A modo de síntese se pode salientar a incidência da Pandemia {covid}-19 na economia extremenha, 1.066 milhões de {€}, bem como uma proposta de um Plano de Ativação da Procura, a curto prazo. Entrou em temas inovadores e de calado, a meio e longo/comprido prazo tais como reforma em profundidade da Administração Autonómica e avaliação de políticas públicas. Também falou de {digitalización}, {relocalización} da cadeia de valor, cadeia de fornecimento local, sustentabilidade, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e cooperação ao desenvolvimento, oferecendo o acordo e o diálogo aos outros grupos políticos e à sociedade.

O líder da oposição/concurso público e do Partido Popular, exigiu uma auditoria da Residência Assistida de Maiores/ancianidade de Cáceres. Pediu um regime fiscal especial para Extremadura, pela perseverança de indicadores básicos como o desemprego, o índice de pobreza, entre outros. Falou de garantir a rendimento agrário, coincidiu com o presidente num Plano de simplificação administrativa e apresentou o dilema «Colaboração ou inércia». O líder do grupo Ciudadanos, repetiu sua ideia principal: «temos de olhar ao futuro», e assinalou que o Pacto Verde Europeu é uma grande oportunidade para o sector agropecuário. Igualmente, pôs ao «caso {Valdecañas}» como uma oportunidade para refletir , sem fanatismos, sobre/em relação a o {equilibro} entre ambiente e desenvolvimento industrial e apostou, claramente, pelas possíveis explorações mineiras de Cáceres e de Cañaveral. Enfatizou a necessidade de gerar emprego e indústria na Extremadura.

A presidenta do grupo Unidas por Extremadura foi rotunda com o problema da emigração dos jovens extremenhos. Igualmente, manifestou seu apoio à participação da sociedade num possível acordo. Entre as suas propostas, está a recuperação da indústria em zonas rurais. Foi crítica com os investimentos em energias renováveis na região, pedindo uma redução do preço da energia.

No fim do Debate, por unanimidade, se aprovou a Agenda para a Reativação. Com espírito construtivo e positivo, que acredito/acho ter percebido/recebido nos políticos extremenhos, no fim de este artigo vou a formular uma proposta {disruptiva}, que implica uma mudança de paradigma. Estamos no longo/comprido prazo. Ora bem, a mudança, tem riscos e a Inovação, sempre, gera rejeição. Obstáculos à Iniciativa Empreendedora: Na série histórica do Relatório/informe {GEM} Extremadura (16 anos), há condições do ambiente que nunca conseguiram uma valorização positiva: educação empreendedora em primária e ensino secundário, apoio financeiro aos empreendedores, abertura do mercado interno e normas sociais e culturais orientadas até o empreendimento (atitude). Num segundo nível, com uma única valorização positiva depois de todos estes anos, continuamos encontrando os trâmites burocráticos, leis e impostos necessários para criar uma empresa, transferência tecnológica de I+D ou educação empreendedora em {post}-ensino secundário. Todas estas condições nos mostram as prioridades sobre/em relação a as que atuar. Trata-se de definir, em primeiro lugar, um {rumboque} não existe, para a economia e a sociedade extremenhas, entre os atores atuais, sabendo que o {timonel} atual não verá conseguido o objetivo, já que é a longo/comprido ou muito longo/comprido prazo. Método: o consenso, entre atores políticos, empresariais, sindicais, mundo educativo, ambiente de I+D+i, sociedade civil, extremenhos de dentro e fora da região. Ora bem, os que impulsionam poderão ser o políticos, mas devem ir de a mão de aqueles que nos tirarão disto: os empresários.

Como dizíamos em {GEM} {covid}-19 Extremadura, «...da mão de empresários e empresas». Não som um mais, som os futuros heróis que mudarão o modelo produtivo. E isto devemos tê-lo claro, TODOS.

Algumas Prioridades Estratégicas: 1- Pleno Emprego: como rumo que deveriam manter todos os {timoneles}, sendo o foco de todas as decisões, sectoriais, de todo o tipo, prazo, natureza e nível de decisão.

2- O Campo, o ambiente rural.

3- Necessário {equilibro} Proteção de Meio Ambiente-Desenvolvimento Industrial e Empresarial. A recente sentença do TSJEX sobre/em relação a o tema de {Valdecañas}, dá luz sobre/em relação a este complexo travão ao desenvolvimento e seu possível e equilibrada saída, e, o melhor, sinta/senta jurisprudência. Temos de enfrentar este importante tema. {Coincido} com a Presidenta da Diputación de Cáceres «Necessitamos muitas {Valdecañas}». Neste ponto, chave para o futuro da Extremadura é justo referir ao professor da UEX, Julián Mora, assinalando, entre outras, que «nenhuma investimento na Extremadura gerou tanto/golo emprego e dinamismo económico como Ilha Marina de Valdecañas».

4- Turismo, motor com grande potencial, muito conetado com outros sectores da economia. Exemplo «A {Riviera} Extremenha» ({Tamames} e outros,2008).Estou convencido de que este Pacto… é possível, para além de necessário.Deve ser simples, claro, deixando de lado dogmatismos e {apriorismos}. Poucas palavras bastam para um grande acordo/compromisso. Isso sim, um {Pactodebe} basear-se em a ética, o rigor e o acordo/compromisso e não pode estar {ideologizado}, mas identificado com o bem geral dos extremenhos. Mas, continuamos tendo emigração. Não podemos olhar para outro lado nem esconder a cabeça debaixo do asa. A Sociedade Extremenha já estava adormecida antes de Março de 2020. Perante o estouro da pandemia e diante da profunda recessão económica que se nos {avecina}, devemos reagir.Não tenho todas as respostas, nem receita mágica, se calhar não a tenha. Mas sim acredito/acho que o sistema económico extremenho tem que marcar um rumo, o que seja, de longo prazo, e mantê-lo.

Somente faço uma proposta, uma opção. {Sres}. Políticos, façam POLÍTICA. Tomem boas decisões a curto prazo, é o urgente, mas pensem no futuro e tomem decisões, acordadas, sobre/em relação a o mesmo. O Acordo adotado recentemente na Asamblea de Extremadura, é esperançoso.

Ideias finais: 1- ¿Porque é que não esperar um Grande Pacto na Extremadura….. tomando como modelo os Pactos da Moncloa, que quebre com a inércia e o conformismo e nos traga prosperidade, pleno emprego, desenvolvimento económico e social? A risco de enganar-me, eu acredito/acho terlo percebido/recebido dos 4 líderes políticos extremenhos no recente Debate.

2- Parafraseando a Emilio Díaz em seu livro {SOS} Espanha (2019), «Isto o vamos a solucionar os Extremenhos. Este sono/sonho, será possível, far-se-á realidade, e assim, verdadeiramente, os extremenhos todos, {recuperaremos} nossa região, nossa vida e nosso orgulho, desterrando o lamento e a emigração». Temos que fazer região. {Empecemos} por pôr o rumo. Depois, procurar o vento que nutre. Extremadura necessita de muita adrenalina para sair adiante. Só/sozinho faz falta ouvir o rugido que vem e saber para onde saltar.

* Catedrático de Economia da Universidad de Extremadura