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Iniciativa

É surpreendente que duas forças progressistas em coalizão não tenham o discurso pactuado

 

Iniciativa -

JOSÉ L. Aroca
16/02/2020

O estouro do campo após uns anos de seca, más colheitas, importações, e subidas de custos como o salarial, nos conduz a uma semana com cortes generalizados de estradas nacionais e algumas autonómicas esta terça-feira, e a emulação que outras organizações tentarão fazer três dias depois.

O incêndio geral em Espanha induz a leituras paralelas como a do protagonismo a tudo nível que os promotores destas mobilizações estão tendo, essa direita agrária que faz mais duma semana anunciou que ia a «colapsar» Extremadura e que só/sozinho deixaria entrar e sair a aqueles que eles decidissem, que eram as ambulâncias e as forças e corpos de segurança.

Ouvindo tais palavras, repetidas ao longo/comprido destes dias, totalmente lógicas porque se te querem fazer caso temos de fazer ruído, e pondo a orelha seguidamente, destacou o silêncio nos primeiros momentos de minutas às que os cidadãos têm entregue o poder/conseguir e que deveriam ter-se pronunciado.

Ouvindo à direita agrária tal parecia que é a proprietária da Extremadura, e indubitavelmente sua audácia neste assunto lhe tem colocado em grande medida nessa posição. Nem desde/a partir de o poder/conseguir político autonómico, a Junta, nem desde/a partir de o central, Delegação do Governo, teve resposta, ou pelo menos a suficiente, que equilibrasse forças e deixasse a cada um em seu sítio; estamos num sistema democrático de direitos, e nem a rua é já de Fraga, ou de seu sucessor atual {Marlaska}, nem ninguém por muita razão que possua pode fechar um território a seu gosto.

Todos estamos com eles, os agricultores e pecuários, numa região {intrínsecamente} agrária –nunca lhe deixaram, nem ela se tentou outra--, administrativa (sobretudo), turística (com as limitações do clima em verão) e à que a única indústria não primária que se lhe tem concedido é a de produzir eletricidade para outros.

São família, eles são vizinhos/moradores, fazem parte eterna da economia desde/a partir de aquele trio que atraiu aos romanos à Península formado pelo oliveira, o cereal e a vinha-vinho. Nutrem de vida e economia os povos/povoações, sustentam e cuidam o paisagem, nos alimentam... Com a integração europeia tornaram-se, no entanto, na moeda de troca porque estão longe de as urbes protagonistas, não aparecem na cena social nem política, e se a União que não pode ser autossuficiente quer exportar os carros/automóveis ‘{premium}’ alemães, os Airbus, e outros produtos tecnológicos e industriais, admite laranjas, cereais, soja, mel, o que faça falta, sem as mesmas exigências sanitárias e naturalmente ao preço de {baratillo} que multinacionais e grandes empresa locais conseguem ali pelos baixos custos.

O Governo de Sánchez, o Governo de Fernández Vara, recebe neste assunto paus pela direita e pela esquerda. Tudo este estouro agrário não teria sido tão virulento se não fora pelas circunstâncias políticas, nas que as direitas, que seguem/continuam sem processar a derrota eleitoral, têm visto um frente mais num campo por {ende} pagado dada a trajetória conservadora do campo.

Desde/a partir de a esquerda também há paus, embora sem resolver, pela simplicidade dos argumentos, a equação de como a União Europeia pode exercer seu papel solidário com terceiros países, regiões mundiais que reclamam igualdade, sem prejudicar dalguma forma à agricultura, já que o intercâmbio costuma ser produtos tecnológicos, por primários. É surpreendente que duas forças em coalizão não tenham o mínimo discurso pactuado, nessa {impenitente} divisão que {agrieta} o bloco progressista.

Já a Junta reagiu algo. Teve declarações em Bruxelas, em Madrid, que algo remediaram da desafortunada resposta inicial, também, do ministro Planas, quando disse algo similar a que os preços não iam com ele. Para agora sublinhar que devem conformar-se desde/a partir de a origem, os custos, ao revés de agora.

A legislatura vai ser muito dura. E Extremadura não vai-se a deliberar. As eleições seguintes começam a poder/conseguir perder-se no dia seguinte de ter-les ganho. A situação não ajuda: problemas orçamentais, saúde transbordada, cifras desfavoráveis de emprego, contração económica. E ainda que a direita regional não andor {boyante}, necessitada imperiosamente de renovação, para combater tendências só/sozinho cabem bandeiras de engate e o rearme do sector primário, 3.500 cooperativas em Espanha, nenhuma entre as 50 grandes europeias, e que falar da nossa Comunidade, poderia ser uma, ou o re-equilíbrio social e económico de Espanha outra.

*Jornalista.