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El Periódico Extremadura | Sábado, 23 de septembro de 2017

A iniciativa do PSOE e Catalunha


05/09/2017

 

Consoante o que já tinha anunciado, que apresentaria propostas sobre/em relação a Catalunha antes do 1 de Outubro se o diálogo entre o Governo e a Generalitat não se tinha iniciado, Pedro Sánchez tem tomado a iniciativa para que o Congresso dos Deputados contribua a encontrar uma solução para esta comunidade. Para isso, o PSOE registará na quinta-feira, no dia seguinte de que o Parlament aprove as leis de «desconexão», a petição/pedido de que se acredita uma comissão de estudo para tratar da evolução e a modernização do Estado autonómico e do modelo territorial.

A iniciativa se concreta/concretiza numa comissão de estudo para que assim possam ter presença todos os grupos, incluído o {PDECat}, que não tem representação na comissão constitucional, que seria o lugar idóneo. A fórmula tem a vantagem de que nela cabem todos e o inconveniente de que só/sozinho é um passo prévio à reforma constitucional que propõem os socialistas para transformar o Estado autonómico em Estado federal.

O anúncio socialista responde à máxima de que no conflito de Catalunha «sem lei não há saída, mas sem diálogo também não». Provavelmente chega tarde e, além disso, o mais seguro é que não poderá pôr-se em marcha até después do 1-O, já que o PP não quer nem ouvir falar deste tipo de iniciativas até depois da data fixada para o referendo ilegal anunciado pelo Govern, face ao que o PSOE voltou a apoiar a resposta que prepara o Governo, sempre que seja «{mesurada} e proporcional», qualificativos que Mariano Rajoy também utiliza.

Embora o PSOE mostrou-se disposto a avançar sem o PP, Sánchez assinalou que prefere esperar até después do 1-O. Tentar um acordo sem o PP seria um novo erro como o que se cometeu na elaboração do Estatuto da Catalunha de 2006. Nessa comissão, o PSOE apresentará a sua proposta da Espanha plurinacional que, desde que se aprovou no congresso do jogo/partido, está submetida a um cruzamento de acusações para desacreditar-la.

{Lamentablemente}, a crispação crescente da situação política perante o choque institucional que se {avecina} não augura nada bom para iniciativas de largo acordo, mas não por isso os partidos devem deixar de tentá-lo. Neste sentido, temos de bater palmas, mesmo desde o ceticismo, a proposta socialista.

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