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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 2 de abril de 2020

De indultos e outros prémios

MERCEDES Morán
06/03/2020

 

Esta é uma época de indultos e libertações, na qual perde valor o cumprimento das condenações judiciais, na qual os que representam aos {agraviados} som os que promovem as saídas dos presos, nesta época, na Extremadura também temos nossos casos.

¿Recordam vocês o caso Feval? Alguns dos dirigentes da instituição, pegavam dinheiro em numerário que logo não se sabia onde se gastava. Concretamente, o exadministrador geral de Feval, Juan Francisco Cerrato, foi condenado por um delito continuado de malversação de caudais públicos a quatro anos e meio de cadeia.

O mais surpreendente deste assunto de corrupção, é que a própria instituição malversada, Feval, se {adhiere} à petição/pedido de indulto para seu malversador. E não o faz só/sozinho uma vez em Julho de 2018, pelo sim pelo não o volta a fazer em Novembro de 2018 e não contentes com isso, o fazem uma terceira vez em Janeiro de 2019.

O conselho reitor de Feval, dominado pelo Jogo/partido Socialista, comunicou nessas três ocasiões à Audiência provincial sua adesão à petição/pedido de indulto de quem lhe {expolió}, porque se considerava totalmente ressarcida. E como não, «negando a maior/velho» como sempre, a Junta de Extremadura nega rotundamente este facto/feito de manhã, para logo, à tarde, ter que retificar reconhecendo que era certo.

É o que tem que o dinheiro que se tem malversado seja dinheiro público, que em palavras da vicepresidenta Careca «não é de ninguém», mas a realidade é que esse dinheiro procede de todos nós e, por isso, temos de ser muito mais escrupuloso em sua despesa e, naturalmente, não fazer um uso privado dele, como foi o caso. ¡Era só o que faltava!

Assim o deveu de entender nalgum momento o presidente Vara, que pediu proibir os indultos para os casos de corrupção e equiparar as penas às de assassinato, mas essa opinião mudou radicalmente quando saltaram os casos de corrupção no PSOE, como este de Feval ou o do qual foi gerente da Orquesta de Extremadura, que foi condenado a dois anos de prisão por apropriação indevida de fundos públicos e só/sozinho esteve pouco/bocado mais de noventa dias, porque obteve um posto de trabalho no Câmara Municipal de Calamonte governado pelo PSOE e saiu da cadeia.

Com seu dobro {rasero}, não só/sozinho se permite a corrupção socialista, mas Vara a premeia com postos de trabalho ou com petições/pedidos de indultos.

*Engenheira agrónoma e deputada do PP.

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