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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 20 de septembro de 2019

{Indignidad}

CARMEN Martínez- Fortún
11/09/2019

 

Eu não sei se é o mesmo dignidade que elegância, embora se parece muito. E gosto definir, apesar dos {materialistas}, a dignidade como elegância do espírito, que nada tem a ver com luzir peça de roupa de {Christian} {Dior}. É a dignidade algo que preserva do mau gosto nas condutas e portanto inclui sempre respeito aos demais. Ao próximo e ao distante, ao que pensa como um e ao que não. E respeito a um mesmo e às instituições que representa.

Se costuma perder a dignidade às vezes por culpa da vida que maltrata, como relata por exemplo aquela filme terrorífico, Que foi de {Baby} {Jane}, protagonizada por uma sublime {Bette} {Davis}. Também quando um perde o controlo porque as circunstâncias lhe superam ou por ingerir substâncias que lhe {perturban} seu raciocínio. E que atire a primeira pedra o que está convicto de que não lhe ocurreu alguma vez. Esses momentos deveriam ficar no âmbito da vida privada e cada qual deveria perdoar/desculpar-se e assumi-los sem que transcendessem. Correm, no entanto, pelas redes montagens indignas, já sejam {fake} ou realidade, de bebedeiras ou excessos de políticos, que só/sozinho perseguem {desposeerlos} de sua dignidade. Não são eles os indignos, mas aqueles que se {regodean} como porcos. E ainda que a {intromisión} desavergonhada na intimidade, mais se é dolorosa, é um abuso de sempre,

-recordem por exemplo aquelas imagens atrozes de Franco em sua agonia cheias de encanto infame e vingador-, a rapidez e facilidade com que agora chega tudo a todos presta um prémio de perigosidade.

Também acontece, no entanto, que a um notável, entre aspas, lhe dá por exibir-se {indignamente}. É o caso desse deputado inglês de longa figura, cujo nome não vou procurar agora na internet, que se dormiu a sesta em plena sessão, demostrando assim seu desprezo por tudo o que representava. E é o caso também do premier britânico, fechando o Parlamento no momento certamente mais crucial da história contemporânea de seu povo/vila. Não há humor inglês para isso, porque é uma tragédia que um país digno tenha que sofrer tanta {indignidad}.

* Professora

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