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El Periódico Extremadura | Terça-Feira, 26 de septembro de 2017

A incerteza do interino

Cada ano a administração se esquece das pessoas que exercem este empregado

JOSÉ ANTONIO Molero Cañamero
02/09/2017

 

Interino/a: «{Dícese} do qual exerce um cargo ou emprego por ausência ou falta de outro». Do latim {Interim}: «Entretanto, no intervalo, às vezes».

Uma vez mais o dicionário da Real Academia da Língua Espanhola dá uma definição {acertadísima} duma situação laboral. Mas tanto/golo o dicionário da Real Academia como a administração educativa {obvian} um aspeto fundamental nesta descrição: O fator humano.

Se esquecem da pessoa que exerce esse emprego, da problemática que implica mudar-se de um dia para o outro a uma localidade diferente à tua. Se esquecem de que alguns são pais ou mães, de que têm família, de que deles dependem outras pessoas.

A incerteza assoma com a chegada do verão, {corroe} ao interino, é como a espada de {Damocles} «¿{trabajaré} ou não {trabajaré} o próximo ano?», «¿onde me enviarão?», «¿quando me {incorporaré}?», «¿poderei renunciar?», «¿que faço com meus filhos?, ¿me os levo ou se os deixo aos avós?»... e assim centenas de perguntas passam pela mente do interino.

Incorporar-se a um novo posto de trabalho implica muitas mudanças, muitas decisões por tomar, algumas delas de maneira precipitada. O suplício começa lendo's as bases da convocatória, tentando compreendê-las. Para isso {ves} os vídeo-{tutoriales} na internet sobre/em relação a como preencher a minuta. O sofrimento continua quando {cumplimentas} o pedido de destinos, sempre com um mapa diante pois a modo de tortura {has} de conhecer de antemão as distâncias desde cada um dos povos/povoações e cidades da Extremadura até teu casa.

Logo te {planteas} uma possível renúncia para o que {necesitas} saber que vão a escolher os que estão pela frente/por diante e detrás de ti nas listas, te {lanzas} e o perguntas no fórum, mas as pessoas prefere não comentar suas decisões… e depois de tudo este {martirio} te comunicam que tens que incorporar-te este ou aquele dia nesse povo/vila que te soa mas, assim para já, não {sabes} por onde cai.

Em fim… um longo/comprido caminho pouco/bocado saudável para o estado de ânimo de um trabalhador temporal que em mais duma ocasião faz com que se questione sua vocação apesar de que para chegar até aqui tem tido que investir muito tempo, esforço e dinheiro.

A administração educativa tornou-se numa grande gestora de interinos. A quantidade/quantia destes é desmesurada.

Mas como administração deve ter a sensibilidade de que sobre/em relação a todos eles existe uma carga/carrega angustiosa do que virá, tanto/golo para os que trabalham como para os que não, para os que se incorporam proximamente ou para os que esperam a ser chamados. E tudo isto a curto prazo, pois olhando até o futuro a incerteza se multiplica diante da limitada oferta pública de emprego, diante da possibilidade de que suas especialidades não estejam incluídas na futura convocatória de praças/vagas docências.

Tudo este grande problema teria uma fácil solução que seria cumprir o regulamento quanto ao número de interinos, dito quota/coube se situa entre o 7% e o 10% do pessoal e não do 30-35% que há na atualidade. Também ajudaria um decreto de interinos adaptados à realidade educativa extremenha, com uma {zonificación} adequada, com um respeito pelas oposições/concurso público aprovadas sem praça/vaga, pela experiência do trabalhador… por uma série de fatores que procurem a estabilidade destes trabalhadores.

E a tudo isto, me {pregunto} se o relatório/informe Pisa dirá algo em relação a este sofrido coletivo. {Ah}… não, do negócio dos interinos se encarregam outros. Mas isso o deixaremos para outro dia.

* Delegado do Sindicato Pede

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