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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 27 de abril de 2018

Guia política para 2018

Prognósticos concretos que deverão acontecer ao longo/comprido do presente ano

ENRIQUE Pérez Romero
09/01/2018

 

O nível de medidas certas da guia política para 2017 que {publicamos} aqui o 2 de Janeiro do ano passado me anima a propor-los o mesmo para 2018. Alguns dos presságios certeiros foram: o ‘perigo Trump’, a sombra de Putin, outro ano perdido para a UE, a irrelevância de terceiros candidatos entre {Susana} Díaz e Pedro Sánchez, o interminável debate interno de Podemos, a consolidação de Rajoy a conta da progressiva {atomización} da esquerda, a crispação catalã e a ligeira melhoria dalgumas variáveis macroeconómicas para fazer-nos acreditar/achar que tudo vai bem.

Muitos dos protagonistas de 2018 não mudarão, embora em minha opinião neste ano deveria visualizar-se alguma das transformações importantes que farão parte da transição entre o velho ordem/disposição proveniente do fim da II Guerra Mundial e o novo ordem/disposição que leva {gestándose} durante a última década. Estou convicto de que veremos algum avanço importante em relação. Mas, para além de esta ideia a modo de quadro geral, exponho, tal como no passado ano, alguns prognósticos concretos:

1. Este será o ano no qual Pedro Sánchez demostrará se é capaz de ser feito aquele mudança profunda e radical do PSOE com o que conseguiu convencer aos militantes para ser restituído como secretário-geral em 2017. Este ciclo eleitoral (municipais, autonómicas e europeias em 2019, gerais como muito tarde em 2020) é sua terceira e última oportunidade para convencer à cidadania. Em finais de 2018 já saberemos se leva caminho de aproveitá-la ou não.

2. Será difícil que a tensão acumulada entre Coreia do Norte e Estados Unidos, a conta de dois líderes irresponsáveis, se sustente durante todo o ano. Com certeza, terá incidentes de alcance mundial, só/sozinho fica esperar que o armamento nuclear não esteja envolvido neles.

3. Não me cabe dúvida de que 2018 será o ano no qual todos nos {convenzamos} de que o problema catalão se fará crónico. Os independentistas, com maioria de assentos parlamentares, não vão a ceder em as suas pretensões, e o Estado está obrigado a não ceder no cumprimento da lei. Se calhar só/sozinho a economia, que irá abandonando a sua sorte aos poucos a Catalunha se se persiste no independentismo, obrigue aos {secesionistas} a {cejar} no empenho.

4. No âmbito da União Europeia, não acredito/acho que neste ano seja um ano mais. A iminência do {Brexit}, a crise catalã com sua probabilidade de contágio, os problemas crescentes na política alemã e a consolidação de {Macron} como líder internacional, auguram tentativas de reforma ou, pelo menos, signos de movimento numa instituição {exasperantemente} lenta.

5. O auge de Ciudadanos marcará a agenda política no nosso país. Para além de que, naturalmente, os resultados catalães não são {extrapolables} ao âmbito nacional, os demais partidos deverão trabalhamos/trabalhámos intensamente para evitar que 2018 seja um ano laranja. Os problemas judiciais, que assediarão ao PP, produzirão um seguro transvase de votos, as altas expectativas sobre/em relação a a mudança do PSOE —de frustrar-se— poderiam abrir as comportas de um segundo banco de pesca, e muitos abstencionistas poderiam decidir-se, por diversas razões, por eles. Tudo junto faz com que 2018 comece com bom horizonte para os de Ribeiro.

6. É muito possível que seja o ano em que já ninguém possa {abstraerse} da condição de China como superpotência mundial. Algo que os bem informados já sabem, mas que a maioria da pessoas não tem assumido ainda. Seus investidores estão comprando meio mundo e seu modelo laboral —carente de limites e de direitos— tem poluído a forma de trabalhamos/trabalhámos em todo o planeta. Seu influencia na economia, em fim, se fará mais evidente para todos durante 2018.

7. É terrível, mas neste ano terminará com as mesmas ou mais vítimas por violência de género. A razão é simples: nem o que se está a fazer se está a fazer bem, nem se está a fazer tudo o que teria que fazer. De todos os presságios, se calhar esteja seja no qual mais deseje enganar-me.

Se se dão conta e analisam os sete pontos, verão que estabelecem —em caso de que se cumpram— um mapa geral inquietante: o mundo está a mudar e vai seguir mudando a certa velocidade, enquanto a Espanha lhe subida um enorme esforço fazê-lo. Tenho aqui o grande e principal problema que deve solucionar a política no nosso país.

* Licenciado em Ciências da Informação.

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