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Guerra étnica global

 

CAROL Álvarez
23/02/2020

Dos {hutus} e os {tutsis} e a guerra balcânica de finais do século XX ao ressurgir recente de ideias {supremacistas} em discursos de Europa ocidental e de Estados Unidos, a luta por fazer da globalização um passo adiante na sociedade e não uma ameaça se delibera dia-a-dia em infinidade de lugares e situações. O medo ao diferente nos persegue como um fantasma ao longo/comprido da História, e a civilização fez o que tem podido para que não nos deixemos arrastar por instintos primários que, além disso, são facilmente manipuláveis. Só/sozinho faz falta uma mecha para acender o ódio étnico.

A propagação do {coronavirus} originado em {Wuhan} tornou-se no último teste a nossa humanidade. {Presenciamos} com preocupação os modales de Estado desdobrados por Rússia, com seu veto de bilhete ao país aos cidadãos chineses, e nos {escandalizamos} quando mãos-cheias de inescrupulosos atacam a {pedradas} os autocarros que transferem evacuados de {Wuhan} que têm de passar a quarentena num hospital ucraniano.

Mas já em Barcelona, há {críos} incomodando a outros {críos} aos que chamam {coronavirus} no pátio da escola só/sozinho por ter traços asiáticos. Tudo um sintoma de um mau que necessita nossa imediata atenção. Na crise do contágio do {covid}-19 se combinam dois componentes altamente inflamáveis: a origem racial vinculado ao vírus e o medo ao desconhecido, quando ainda se estudam os {patrones} de contágio e se trabalha contra relógio para obter um remédio.

Atrás ficou a guerra balcânica e seus mais de 150.000 mortos, seu colossal movimento migratório, que afetou a milhões de pessoas, agora superado pela tragédia dos imigrantes do arco mediterrâneo e Síria.

A ferida no coração europeu começa a cicatrizar e nesta semana já nos oferece outro gesto, a reativação do ligação ferroviária entre {Kosovo} e Sérvia interrompido 20 anos atrás. Mas o conflito de raízes étnicas que tão bem descreveu Robert Kaplan em Fantasmas balcânicos é um passo de dança para diante nesta particular {yenka} em que damos mais passos da conta para trás, onde a discriminação racial volta a cena. *Jornalista