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El Periódico Extremadura | Sábado, 23 de junho de 2018

El grande repto/objetivo do presidente Sánchez


02/06/2018

 

Pedro Sánchez tomará posse hoje como presidente do Governo após ser o primeiro candidato desde a restauração da democracia capaz de impor-se numa moção de censura. Sánchez chega ao poder/conseguir de forma inesperada para muitos, sustentado por um grupo parlamentar formado por tão somente 84 deputados e apoiado por uma amálgama de partidos (Unidos Podemos, ERC, {PDECat}, PNV, Compromís, {EH} Bildu e Nova Canárias) que não lhe garantem a governabilidade. Além disso, deverá enfrentar uma dura oposição/concurso público no Parlamento (PP e Ciudadanos já mostraram nos debates da moção qual será sua atitude), em seu próprio jogo/partido (a pugna interna com {Susana} Díaz e outros {barones} está longe de ter-se concluído). Sánchez, pois, tem perante si uma enorme tarefa, marcada além disso por sua promessa de convocar eleições cedo e sua decisão, para conseguir os votos do PNV, de manter os Orçamentos.

Mas a primeira pedra de seu trabalho como presidente do Governo já está posta: devolver {honorabilidad} e ímpeto à presidência depois de/após que os escândalos de corrupção manchassem ao PP e ao já ex-presidente Mariano Rajoy. Já antes da sentença da {Gürtel} o Executivo de Rajoy era uma casca de noz vazia, {zarandeado} na rua (as manifestações de jubilados e de mulheres), sem apenas pulso legislativo, {acogotado} pelos escândalos de corrupção e com o conflito de Catalunha aberto. Mais que governar, Rajoy administrava os tempos.

Sánchez deve governar, porque tão somente isto suporia uma mudança em relação o pulso mortiço desta legislatura. Governar, apesar dos problemas que tem pela frente/por diante: muitos sócios com os que pactuar, a Mesa do Parlamento e o Senado em mãos da oposição/concurso público, e muito trabalho por fazer em muito pouco/bocado tempo. A CEOE já lhe pediu que mantenha a reforma laboral, e os sindicatos lhe exigem o contrário: reverter os efeitos mais {perniciosos} desta legislação do PP, conseguir em definitiva que a recuperação económica chegue a todos. A lista de deveres é longa no terreno económico (inclui reativar o Pacto de Toledo para dar início uma reforma integral do sistema de pensões), o social (lutar contra o flagelo machista em todos os âmbitos da sociedade, voltar a universalizar a saúde), o das liberdades e direitos (acabar com a lei {mordaza}) e o {eminentemente} político (reativar a lei de memória histórica). Conseguir ser feito este giro/gracioso social, requererá uma cintura inédita na cultura política espanhola. A incrível biografia política de Sánchez obriga a dar-lhe um voto de confiança: tem demonstrado ser capaz de manobrar em situações muito adversas. Um dos motivos pelos que Sánchez gera tanta animadversão é porque os votos dos independentistas catalães o têm levantado à Moncloa. É conhecida a sua postura de lealdade na aplicação do artigo 155 e face ao independentismo e em Catalunha terá outro dos grandes deveres.

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