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Golpe para o turismo

 

28/07/2020

Convem reter umas cifras elementares para entender a magnitude da tragédia que pode viver o turismo espanhol neste 2020. É um dos principais motores económicos do país e dá o 12,3% do PIB, com uns 2,6 milhões de empregos diretos. A magnitude do sector na Extremadura é de 6% do {PÎB} e da ordem dos 28.000 empregos. Espanha recebeu 83,7 milhões de turistas estrangeiros no 2019, enquanto na Extremadura se traduziu em 344.804 turistas estrangeiros, que geraram um total de 552.291 dormidas e uma despesa meio diário/jornal de 154 euros.Cifras que nos falam da decisiva importância do sector no conjunto/clube da economia. Depois das terríveis previsões de Março e Abril -quando começava a época turística- pelo menos se confiava num verão mais ou menos produtivo para paliar as perdas que alguns peritos cifravam em torno do 40% do faturado o ano anterior. Desde/a partir de a sectorial de turismo da {Pimec}, se falava de «um ano praticamente perdido», mas, mesmo assim, com o final do estado de alarma e a abertura de fronteiras, se percebia/recebia uma timidíssima recuperação que acaba de receber/acolher diversos {mazazos} de nível respeitado.

À recomendação do primeiro-ministro francês de não viajar a Catalunha, se têm somado outras proibições ou conselhos (desde/a partir de Bélgica a Holanda ou Noruega), mas o grande golpe foi o anúncio das autoridades britânicas de considerar Espanha, em geral, como um destino não seguro, quando justo na sexta-feira da semana passada se afirmava a contrário. A obrigação de ter que passar uma quarentena após as férias «pode chegar a ser a renda a uma época agónica», segundo fontes do patronato {Exceltur}, que já previa, antes de esta inesperada notícia umas perdas em Junho e Julho duns 8.700 milhões.

Só/sozinho os territórios insulares se salvam em certa medida desta terrível situação, embora não da obrigação dos 14 dias de confinamento familiar no Reino Unido para aqueles que voltem a casa, uma decisão que, na prática, é uma convite a não viajar a estes destinos. A possibilidade de estabelecer corredores seguros entre destinos como as ilhas, como se fez em Junho com as Baleares e Alemanha, é uma das poucas soluções que se vislumbram, embora outras regiões (com forte componente de turismo britânico, como a Comunidade Valenciana) também põem sobre/em relação a a mesa argumentos de peso para somar-se à medida.

Só/sozinho uma decidida ação diplomática pode diminuir o impacto crítico num sector que, convem não esquecê-lo, baseia seu empurre ao ambiente do turismo de masas, o modelo que permitiu a Espanha ser líder mundial. A posição da OMS, por meio de seu diretor para situações de emergência, no sentido de evitar posições {maximalistas} e evitar comparações com o vivido durante o estado de alarma pode ajudar ao Governo espanhol. Porque perder um mercado turístico tão decisivo teria efeitos muito negativos também em toda uma série de empresas complementares (transporte, restauração, limpeza, comércio) que vivem no fio da navalha.