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El Periódico Extremadura | Quarta-Feira, 20 de junho de 2018

{gisvesa}

«Aqui o seu seria uma comissão de investigação em sede parlamentar»

FERNANDO Valbuena
13/01/2018

 

Tinha uma vez uma terra de povos/povoações brancos onde mandava a fome. Onde não todos comiam, porque não todos tinham trabalho. Onde a praça/vaga do povo/vila era o {humilladero} dos jornaleiros sem pão. Porque o trabalho o repartia o {manijero} e a distribuição o fazia a sua conveniência. Porque a vara do {amo} sai do tronco do fome dos que não mandam nem sequer em sua fome. Tu sim, tu não,… Tu {comes} hoje, tu não. ¿Porque é que? Porque o comando eu. Assim de simples.

E aí segue/continua a terra dos povos/povoações brancos onde segue/continua mandando a fome. A fome dos que passam pelo aro e a fome dos que olham para outro lado. A fome... que tudo o pode.

Dizem que em {GISVESA} dão de comer. Tu sim, tu não. A distribuição, como o {amo}, o fazem a sua conveniência. O que {chirría} é que a {juerga} a pagam com o dinheiro de todos. Todos é um conceito/ponto muito largo, tão largo que não há ninguém que não seja todos. Os desempregados/parados, os que pagam impostos, os que têm cartão do jogo/partido e os outros. Todos. Por isso, ao dinheiro de todos lhe chamam dinheiro público. E para gastar o dinheiro público, os povos/povoações civilizados têm estabelecido certos critérios e certos controlos alheios à arbitrariedade e a conveniência do servidor público que os administra. O outro é a barbárie, o outro é a rédea solta do {cortijero}.

Os dados, nomes, apelidos e cargos, expostos à opinião pública são demolidores. É mais, são desanimadores. Dilacerantes para os que não têm emprego porque não têm padrinho. Dilacerantes para os rapazes que saem das nossas faculdades e só/sozinho lhes cabe a amargura de emigrar, porque nem foram cargos do jogo/partido, nem se apresentaram nas listas do jogo/partido, nem têm cartão do jogo/partido ou nem sequer são irmãos ou primos, parentes ou amigos, de alguém de dentro do jogo/partido. O jogo/partido é o {amo}. Mas que saibam todos que o {amo} não tem jogo/partido. Porque o {amo} só/sozinho serve ao {amo}.

O de {GISVESA} é tremendo. Não sei para que se criou {GISVESA}. Por enquanto só/sozinho sei que serve para colocar aos que assinala o dedo soberano do menino. Isso, e que perde dinheiro em abundância. Dinheiro de todos. Emprego só/sozinho para uns poucos escolhidos. Como um está no mundo, pode entender que se loja a dar uma ajuda, de vez em quando, aos mais próximos. Mas aqui se lhes tem ido a mão. ¿A quantos se lhes tem ido? ¿O {amo} é um ou são vários?

Isto é gravíssimo. Não vale com {recordar} que uma vez, um dia, numa ocasião, um dos outros contratou de motorista a um primo seu; não vale com dizer que uma vez um vereador do outro jogo/partido em Carvalhal de {Chavela} comprou os bolos-rei na padaria de sua mulher ({sic}). Não vale, e além disso é ridículo. Não vale também não com dizer que todos os contratados estão plenamente qualificados, porque embora seja certo, que o será, ao dizê-lo se ofende aos 111.385 desempregados/parados extremenhos que não têm tido ocasião de optar a essa {bicoca} (muitos deles, por certo, honrados socialistas). Não vale.

Aqui só/sozinho vale denunciar diante da Justiça aos queixosos se a denúncia é falsa, e, em caso contrário, exigir e render responsabilidades políticas. E, seguidamente, investigar se o cancro se estende a outras instituições. Aqui o seu é uma comissão de investigação em sede parlamentar na qual se ponham sobre/em relação a a mesa os dados que até agora se têm furtado ao conhecimento público. Uma comissão, por certo, que bem pode arrancar muito antes de que chegasse o PP ao poder/conseguir.

Salvo que a fome seja muita; porque, tendo em conta que para esta manifestação ninguém vai a pôr nem autocarros, nem sandes, se entende que {bajemos} o olhar e {besemos} a mão do {amo}. Povos/povoações brancos.

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