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A futura brecha nas salas de aula

 

Aida Revelles
22/05/2020

Com o fecho de escolas, a educação tem tido que adaptar-se à situação e isto vai a provocar uma grande brecha educativa. Em primeiro lugar, porque há muitos alunos que não dispõem dos meios para seguir/continuar as turmas de maneira virtual já que não têm suficientes computadores para toda a família ou porque diretamente não têm nenhum. Em segundo lugar, os professores se têm que adaptar a novas maneiras de ensinar e avaliar. Mas aí não termina o problema, supondo que o aluno dispõe de um computador para conetar-se e o professor se tem esforçado para proporcionar um ensino de qualidade adaptada à nova realidade. Existe outro fator muito importante que influi na brecha educativa: o nível sociocultural da família. Não todos os pais se implicam da mesma maneira na educação dos seus filhos. Numa mesma turma podemos encontrar pais que se implicam na educação dos seus filhos, pais que exercem de professores e tentam ajudar ao menino a desenvolver as tarefas marcadas pelo professor. Também há aqueles que não contam com as ferramentas ou o tempo para poder/conseguir ajudar a seus filhos a realizar as tarefas. Por último, há famílias que aproveitando que estão em casa com os seus filhos fazem atividades educativas para além de aquilo que se ensina na escola. Será muito difícil encontrar um equilíbrio numa mesma turma quando volte a normalidade. O sistema educativo deveria adiantar-se ao problema e procurar alguma solução, como criar grupos de reforço depois de/após turma, para eliminar ou diminuir a brecha que se está a construir atualmente.

LIBERDADE DE EXPRESSÃO

O ruído das caçarolas

Manuel Blanco

Sociólogo

Las protestos contra do Governo e o estado de alarma se têm estendido em Madrid desde/a partir de o bairro de Salamanca a outros bairros e sobretudo a nossas conversações. A tensão que se vive a nível político tem conseguido molhar entre a população mesmo num contexto em que todos, como sociedade, {afrontamos} um perigo comum inadiável. Independentemente das posições de cada um, todos {criticamos} aos demais, os {insultamos}, como se todos {tuviésemos} algo que opinar e criticar sobre/em relação a os demais.

Todos estamos hipersensíveis, e no entanto ninguém parece estar sensibilizado. Precisamente é por isso que se calhar esta seja a melhor oportunidade para pensar em cada uma das pessoas que têm morto pela pandemia e sentir o peso desse drama sobre/em relação a nós. Só/sozinho compreendendo que nosso comportamento envergonharia aos mortos {lograremos} entender que podemos estar de acordo ou em desacordo com determinadas ideias, políticas e ações; mas o que hoy acontece não é um debate, mas uma briga. Nos dá igual contra quem, nos sentimos frustrados e burlados porque perdemos nossa velha {cotidianidad} e necessitamos desabafar-nos. Mas sentir-se mal não é desculpa para gerar rancor e ódio até outra parte da cidadania.

O tempo que vivemos está repleto de desafios e se calhar baixo/sob/debaixo de este ruído de aplausos e caçarolas deveríamos deixar algum vazio, embora seja pequeno, para as palavras. Sem palavras não terá forma de entender-se e já é hora de assumir que a sociedade não é nossa, que a partilhamos com os demais. É tempo de deixar-nos de tanto/golo ruído. Gritar liberdade é muito fácil, mas, ¿que é a liberdade?

Retificar… ¿de sábios?

Miguel Fdez-Palacios Gordon

Madrid

{Errar} es humano y rectificar de sabios. Certo. Mas retificar, uma e outra vez, em temas {ilusionantes} como a derrogação integral duma reforma laboral absolutamente injusta, ou como o tão esperado anúncio da saída dos meninos à rua para metê-los em supermercados, não tem nome. Verdadeiramente que não se compreendem estes erros descomunais que não fazem mas armar ao inimigo. Aos que acreditamos é vocês, ¿sabem o que desmoraliza o espetáculo? Nestas situações, fáceis de evitar com dois minutos no canto de pensar, os que damos a cara por este Governo progressista nos vemos aflitos. ¿Para que tantos aconselhamiento? Em qualquer caso, como retificar é de sábios, face à caverna mediática e de extrema-direita populista, cujo único argumento é a desqualificação e o não é não, lhes {seguiré} defendendo; mas, por favor, não o compliquem e {pónganlo} mais fácil.