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El Periódico Extremadura | Quarta-Feira, 19 de dezembro de 2018

Filipinas: drogas e direitos humanos


04/01/2018

 

As cifras da cruzada antidroga em Filipinas resultam tão avassaladoras que é impossível não dar a razão a aqueles que falam de crimes contra a humanidade ou de execuções extrajudiciais. O país asiático tornou-se num rasto de sangue desde o acesso à presidência do exfiscal Rodrigo Duterte faz ano e meio. Quase 4.000 pessoas, alegados consumidores e traficantes, têm caído a mãos da polícia, outros 2.000 têm morto em crimes relacionados com a droga e uns milhares em circunstâncias não esclarecidas. Os direitos humanos são papel molhado para o dirigente filipino impulsor duma populista cruzada com benefícios eleitorais e sem eficácia real. A política de Duterte ataca ao elo mais débil, o mais fácil de abater, e esse rosário de vítimas é revelador de que não dá o fruto esperado. A perceção de mais segurança também não cresce num país açoitado pela violência. Só/sozinho uma decidida oposição/concurso público interior, hoje nada factível, poderia pôr travão a este autoritário e sangrento exercício do poder/conseguir. Filipinas não faz parte da agenda internacional e, por exemplo, diante da procura de peritos das Nações Unidas –faz mais de um ano–, Duterte ameaçou, com uma {bravata} mais: tirar a seu país do organismo. Em meados de Novembro, recebeu além disso o {plácet} de Trump numa cimeira em Ásia. O aumento das negras estatísticas vai caminho, portanto, de ser diretamente proporcional ao {funesto} facto/feito de que não se respeitem direitos elementares no arxipélago.

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