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Fazer frente a um ‘{crack}’ social

 

17/05/2020

Antes da pandemia do coronavirus, a situação económica já tinha {visos} de derivar até uma desaceleração, com a dúvida de se seria assuntível ou alcançaria as dimensões da vivida a partir do 2008 em caso de que um {detonante} piorasse os prognósticos. Mesmo tendo experimentado Espanha uma evidente recuperação, a superação da crise anterior não incidiu por igual em todos os sectores e debilitou molas chave do Estado do bem-estar, como agora se percebe/recebe em toda sua crueza, deixando a demasiadas famílias sem recursos para enfrentar um segundo embate. Agora, as caudas perante os centros que fornecem alimentos som só/sozinho a ponta do {iceberg} duma situação que, a estas alturas, dois meses depois da paralisação efetiva de boa parte da economia, já pode qualificar-se diretamente de crítica.

Os dados das diferentes entidades sociais som {apabullantes}. Esta sexta-feira se conheceram as ajudas previstas para as entidades sociais e a atenção social, mas fica ainda muita margem para que a administração central e a autonómica incidam numa problemática que hoje em dia recai maioritariamente em {ONGs} e em entidades assistenciais que estão ao borda do colapso estrutural.

Para além da emergência alimentar, no entanto, e num {goteo} no qual se acumulam dramas pessoais de grande calado e se constatam enormes desigualdades, estamos a falar doutras crise que bebem, todas, da mesma fonte: o aumento do desemprego e ainda mais, sem o colchão dos {ertes} ou a promessa das prestações de desemprego, a quase dissolução da economia subterrânea, que por definição não pode entrar nas atividades que vão reativando de forma {reglamentada} durante o processo de {desescalada}. do confinamento. Falamos de emergência {habitacional}, com o temor de despejos invisíveis em famílias que viviam de {realquiler} em quartos; de um aumento espetacular dos cidadãos que não podem pagar seus medicamentos e do que a Aliança contra a Pobreza Energética qualifica de «temor terrível» diante da impossibilidade de atender a os recibos de água, luz e gás que, nestes tempos de reclusão doméstica, estendem a crescer. Sem esquecer outro fator do qual já se tem falado muito, mas que não deixa de enfatizar a falha que se está alargando no tecido social: a brecha digital na educação.

Para fazer frente a este estado de coisas as entidades contam, algumas, com recursos procedentes de campanhas solidárias, e também com ajudas privadas que se canalizam por meio de amostras de responsabilidade social de empresas ou particulares. E, além disso, com um espírito de solidariedade e um esforço coletivo que também deve atribuir-se aos serviços sociais municipais. Para além de a urgência sanitária, agora, neste momento, se {yergue} como a principal preocupação não só/sozinho o aumento económico mas a atenção indispensável, inevitável, às pessoas que não podem comer, que não sabem onde dormirão ou até quando terão teto ou que não podem atender a suas necessidades básicas. Se perante uma situação avassaladora a saúde teve que recorrer a soluções próprias de um cenário de catástrofe -hospitais e albergues de campanha- se é necessário se deverão tomar iniciativas não menos drásticas para atender outras emergências.