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El Periódico Extremadura | Terça-Feira, 16 de janeiro de 2018

O fantasma de Espanha

Cristina Castro
06/01/2018

 

Que é um fantasma? Um evento terrível condenado a repetir-se outra vez». Com esta frase começa Guillermo del Toro seu filme O espinhaço do diabo.

Cada vez que alguma figura importante da Transição morre, tal como com cada aniversário da lei de memória histórica, os espanhóis nos vemos empurrados de novo ao velho debate sobre/em relação a a guerra civil, o franquismo, a repressão e as valetas. Parece ser um tema impossível de fechar, o grande trauma de Espanha. Mas para sobrepor-se a um evento traumatizado temos de compreendê-lo. No entanto quando começa o debate, todos queremos justificar a nossos antepassados ou procurar ao mau e ao bom da história.

MAS SOMOS EUROPEUS

Incumprimentos

Ángel Morillo Triviño

Castuera (Badajoz)

O disse {Francois}-René de Chateaubriand: «A justiça é o pão do povo/vila; sempre está esfomeado dela”» E {Bertolt} {Brecht} o {cuadró} com a seguinte frase: «Muitos juízes são tão absolutamente incorruptos que ninguém pode induzir-lhes a fazer justiça». O que significa, simplesmente, que não temos nem pão nem justiça. Ou o que é o mesmo, tudo na vida, desde o princípio dos tempos e para as classes menos favorecidas, são incumprimentos. E ainda que estejamos muitos que, sem ser {opulentos}, também {incumplimos} (na maior parte dos casos por que dá coragem que os tenha com tanta {befa}), há uma pequena diferença na hora de analisar o porquê é assim e o porquê a «pouca educação» que se nos atribui não tem porque ser sempre motivo de insubordinação: Um pobre rouba por necessidade; um rico o faz por avareza; um pobre não paga porque não pode, um rico não o faz porque é um trapaceiro; um pobre defrauda obrigado pelas circunstâncias, um rico defrauda porque se pensa que isso é um direito que lhe é {inalienable} por sua condição. E assim, os políticos, que são já quase todos ricos (não faz falta dizer porque é que), se acreditam merecedores de um sistema corrupto que os ampare e os proteja. A política é, por sua própria natureza, corrupta; os políticos são, por {ende}, corruptos por natureza. E, portanto, não é de estranhar que os incumprimentos não somente correspondam a sua atuação no próprio país ao passar-se o «contrato social» que os cidadãos {firmamos} com nosso voto por onde vocês se imaginam, mas incumprem tudo o que lhes obriga desde qualquer outro ente ao que estejamos associados. Por exemplo, à UE.

¿Somos europeus pois, ou não o somos? ¿Quantos incumprimentos comete Espanha cada ano (por não dizer cada dia) que nos supõe ter que pagar uma suculenta multa? Se {citamos} somente as que se relacionam com a banca (algo já passado de escandaloso), ou com as elétricas, as quantidades/quantias são astronómicas e alcançam os centenas de milhões de euros. E, não se o percam: em casos levamos pagando desde o ano 2010 da maneira mais natural do mundo. Assim, com estes {costos} extras, não há dinheiro para nada, e isso nos leva a aumentar a pobreza, a deterioração da saúde e a desastre educativa, com o avanço sem fuga do número de burricos e {cerriles} que são impossíveis de «desenrolhar», entre outras razões, para corrigir as violências machistas ou as {psicopatías} feministas (que também as há); mas, isso sim: os bancos espanhóis se continuam a pôr as botas a base de normas que já estão esquecidas na Europa desenvolvida, e as elétricas não deixam de aumentar seus benefícios (uns ¡37.000 milhões de euros! atirando pelo baixo/sob/debaixo de, nos últimos sete ou oito anos). Para que se façam uma ideia do que está passando, lhes direi que das principais temáticas dos processos (saúde e segurança alimentar, justiça e consumo, emprego, telecomunicações e energia...), somente no que se refere a mercado interno, indústria, empreendimento e pme se levaram a cabo no ano 2016 nada mais e nada menos que ¡270 processos! E no referido a estabilidade financeira, serviços bancários e mercado de capital, a friorenta de ¡230 causas! ¿Continuamos incumprindo? Pois, ¡viva Europa!

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