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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 16 de agosto de 2018

Faltas de ortografia

FRANCISCO Rodríguez Criado
16/05/2018

 

Diversos estudos da Comunidade de Madrid nos alertam de algo que já sabiamos: cada vez se escreve pior. Prova de isso é que os alunos de onze anos cometem em média uma falta de ortografia cada dezasseis palavras. Essa desídia na hora de cultivar uma redação exigente afeta a todas as capas do ensino, incluída a Universidade, alegada {ágora} de sabedoria na qual muitos se empenham em demonstrar seu desconhecimento das regras básicas da língua.

{Artur} {Schopenhauer} dedicou parte de seu tempo e de suas energias a combater –com seu habitual {vehemencia}– a {pereza} e a ignorância de aqueles que agridem impunemente à língua, em seu caso a alemã. Me {temo} que seu discurso a favor de um linguagem pulcra não tem calado demasiado, primeiro porque para isso teria que conhecê-lo, e segundo porque a imagem do chateado {Schopenhauer} potencia a ideia de que os defensores do bom uso da língua são uns {avinagrados} {sabelodotos} que perdem seu tempo em reivindicações linguísticas de escasso interesse/juro.

São muitas as vantagens de entesourar certo amor ao linguagem, mas não acredito/acho que nenhuma dessas vantagens, por muito bem argumentadas que estejam, resultem sedutoras para aqueles que escrevem sem remorso algum uma falta de ortografia cada dezasseis palavras (ou mesmo menos). Ter que explicar a estas alturas as bondades da boa redação, a boa educação ou a higiene denota de entrada um problema de fundo de difícil emenda.

Escrever bem não está na moda, nunca o esteve. Alguns atribuem estas circunstâncias à tecnologia, mas o telemóvel ou a {Tablet} não são, em minha opinião, a causa de tanta {indolencia} {gramatical}, mas tão somente os lugares onde materializar-la.

As faltas de ortografia debilitam a comunicação escrita e transmitem mau gosto. Que alguns docentes permissivos minimizem sua importância não faz mas agravar o problema.

*Escritor.

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