+
Accede a tu cuenta

 

O accede con tus datos de Usuario El Periódico Extremadura:

Recordarme

Puedes recuperar tu contraseña o registrarte

 
 
 

{Extremagosto}

Não estão os bolsos para dispêndios, nem a firmeza de ânimo para arriscar-se muito

 

{Extremagosto} -

JOSÉ LUIS Aroca
26/07/2020

Nuns dias {entraremos} no mês normalmente mais desejado do calendário, Agosto. O mês por excelência para as férias laborais, até agora associado aos viagens mas que com esta situação fica só/sozinho nisso, uma pausa no estreitamente e em quem o tem, dado que as primeiras estatísticas demonstram que de forma estendida o cidadão tem optado ou não tem mais remédio que não mover-se, e deixa as ilusões viajantes para um futuro fiado às vacinas ou os remédios farmacológicos contra esse agente assassinato e diminuto que circula silencioso entre nós.

Não estão os bolsos para dispêndios, nem a firmeza de ânimo para arriscar-se muito, embora a julgar pelas baixas cifras da pessoas que se está movendo, o singular de ver turistas numas ruas no passado ano a abarrotar a estas alturas, sair por aí não está resultando muito mais perigoso que ficar em casa se se evitam esses grandes distribuidores de ameaça vírica ou aos que pelo menos se lhes está tendo muito respeito: aeroportos, aviões, autocarros, comboios, ou essas atestadas áreas de serviço em estrada para quem se desloca em carro/automóvel particular.

Falo pelo menos da Extremadura, à que Deus não a chamou pelo caminho do turismo durante Julho e Agosto dadas as asfixiantes temperaturas que temos de suportar na maioria do território. Dados que vão chegando de Cáceres, de Mérida, um passeio por seus centros turísticos e imediações de pontos de atração, indicam que a afluência é mesmo menor da esperada, e a nova vaga, {rebrotes}, ou o que seja, lhe estão retirando a vontade a muitos.

A isso se une a pouca misericórdia com que o anticiclone teimoso das {Azores}, e as masas de ar quente africano, se estão comportando com este sofrido sudoeste espanhol que arde em extensões infinitas onde como disse um deputado extremenho do PP faz algumas décadas, «até os {lagartos} vão com {cantimplora}».

Entre {ERTES}, renegociação de alugueres, locais comerciais que descem definitivamente a persiana, empresas das que nada se sabe desde/a partir de Março –com grande angústia de seus credores-, imobiliárias invadidas pela {mohína} após cujos {ventanales} um agente solitário te vê passar sem esperanças de que {entres}, piscinas vazias, concessionários de carros/automóveis com ar {bombeado} desde/a partir de as ajudas estatais, e bares onde os {parroquianos} medem distâncias e se apuram mutuamente analisando o grau/curso universitário de perigosidade vírica, chega o buraco {canicular} desse Agosto, antes mítico de entupimentos, praia, bombas de gasolina, quiosques, restaurante, gelados e passeios ao entardecer, e também aborrecimento vespertino, que de tudo tem o verão, no qual a guiché política para os que pedem resgate, e os primeiros esses que mais impostos evadem e mais dinheiro em B manejam, se voltou quase surda de tanto/golo gritaria.

Numa situação de crise, ou semiruína como a atual, à que faz décadas que Europa e o mundo ocidental levavam sem verle a cara, a criação da riqueza necessária só/sozinho tem uma fórmula: sacrifício e austeridade. Gerar um valor para preencher a caixa vazia, bem como para emagrecer não há outra que dieta e exercício, ou mais calorias que saem das que entram. Por isso, e à margem da que parece generosa ajuda da União Europeia, não há outra, em tempos de enorme despesa social, que incrementar a arrecadação fiscal, que isso não quer dizer subir impostos, e discriminar muito bem a despesa para que seja mais útil que nunca.

A filosofia de fundo, que é que para receber/acolher o que se necessita temos de dar o que se pode, a vem insinuando com timidez prudencial o presidente da Junta quando vem insistindo em que a direitos se correspondem obrigações. E vejo a tantos sectores económicos, cuja proverbial hobby/adeptos ao dinheiro em B é conhecida, reclamando que lhes resgatem, que revolta.