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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 28 de fevereiro de 2020

Existe uma solução para o campo

Temos de conseguir que os negócios se sustentem a sim mesmos sem necessidade de subsídios

RICARDO Hdez. Mogollón
14/02/2020

 

Para que vou a demorar a conclusão: a solução para o campo extremenho existe e implica o pleno emprego. Dita solução não é mágica, mas se conseguirá com rigor, coordenação de grupos de interesse/juro e de níveis de decisão, e mediante uma estratégia competitiva, baseada num análise estratégica e sustentada no tempo, onde os negócios se sustentem a sim mesmos sem necessidade de subsídios. De que falamos. Tenho conhecido pessoas com uma atitude muito empreendedora no campo extremenho. Com isto quero dizer que me sinto muito orgulhoso do sector agropecuário extremenho, e acredito/acho que todos deveríamos estarlo. Por certo, tenho ouvido, não poucas vezes a frases seguintes: «não quero deixar o campo», «não queremos deixar de ser agricultores», «não queremos ir-nos a outro sector ou deixar Extremadura». Minha resposta sempre foi a seguinte: sem deixar de ser agricultores temos de pensar e atuar como empresários, conforme com a marcha dos tempos atuais e futuros.

Economia da Empresa básica:como me ensinou D. Joaquín Pérez Campos: {I-C} >0 isto é, em toda atividade económica, os rendimentos devem ser maiores/ancianidade que os custos. Deve ter benefício para que a atividade seja sustentável no tempo. E isso não se está a dar no sector agropecuário extremenho e espanhol, sendo o elo mais débil da cadeia de valor alimentar, o produtor. Proponho uma reflexão: ¿pode uma unidade económica suportar uma subida repentina da metade de seus custos, o relativo a ordenados e salários, mais de um 27% em menos de 13 meses e, na outra metade, {insumos}, subidas também importantes, com preços de venda de seus produtos constantes desde há anos? Não. Isso está passando, e deve corrigir-se de forma imediata, mas entrando no fundo da questão. Sei que não é fácil, pois operam os mercados. A transposição da recente Diretiva Europeia de Proibição de Vendas a Perdas, a regulação por lei do tema em França, em relação à {objetivación} dos custos da cadeia alimentar e uma margem mínimo de benefício, pode fazer parte da solução.

¿Em que contexto nos {movemos}?

1) Sociedade do conhecimento aplicado, baseada na tripla hélice: {AAPP} Sistema Educativo Empresas agrícolas e pecuárias. 2)O sector agrário faz de sarjeta de CO2, a agricultura na Extremadura gera rendimentos e postos de trabalho, fixa a população no território evitando seu despovoamento e é a base duma potente indústria agroalimentar (31/1/2020 {https}://{jissanchezmora}.{blogspot}.com/). 3) Extremadura está perante o ‘vulcão’ territorial de Espanha (José Julián Barriga (1/12/2018). Salvo dois regiões que têm o que pedem e mais, somente recordando seu afã independentista-privilégios (isso sim, sustentado de longo prazo, durante séculos), a outros se nos poupa até à devolução do IVA que nos corresponde (2017). Deveríamos enfrentar esses contextos com umas quantas ideias claras para que os grandes debates nacionais não {acallen} as reivindicações legítimas dos extremenhos. 4) Hipercompetitividade no sector a nível global.

Evolução demográfica: Em Dezembro de 2019 se superou a cifra de 8.100 milhões de habitantes no mundo. Em 2050 poderíamos ser 11.400 e 15.300 em 2100. Olho, pelo menos uma vez na vida, as pessoas necessitamos um advogado, um arquiteto ou um notário, mas todos os dias necessitamos, pelo menos três vezes, a um agricultor e a um pecuário que nos produza alimentos. A despovoamento é evidente em parte de Espanha: com maior/velho competitividade do campo extremenho se pode mudar esta tendência, mas temos de enfrentá-la. Mais que do Repto/objetivo Demográfico o verdadeiro problema é reter ao Resto Demográfico (Julián Mora, 2020). Novamente as evidências: em 10 anos perdemos 42.000 habitantes. Outra vez está presente em nossa sociedade a emigração. Se se foca bem a solução terá começado a mudança na Extremadura. Mas todos devemos ser conscientes e ativos neste tema: Se estão arrancando produções de colorau na Região da Vera, de de frutos nas Vegas Altas, há {cultivadores} de cerejas que se estão a pensar se continuar... Tudo isto é dramático, mas está passando. Assim, nem se pode funcionar, nem atrair aos jovens a trabalhar nas explorações do campo, nem, como é lógico, manter a população rural. Ao mesmo tempo, Extremadura está atraindo a líderes europeus, a novos empresários agrícolas, neorurais, com modelos de negócio novos, a desenvolver cultivos na Extremadura baseados na inovação e com o foco posto nos mercados internacionais: Se não o fazemos nós, outros virão de fora a aproveitar nossos recursos, com rentabilidade económica e financeira.

*Catedrático da UEx.

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