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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 2 de abril de 2020

Estado de alarma e fecho


14/03/2020

 

Espanha encontra-se em estado de alarma. Autonomias como a Comunidade de Madrid e Catalunha pedem ao Governo o confinamento. As cidades se esvaziam, as empresas anunciam processos de regulação de emprego e paralisações da atividade. Em muitas partes de Espanha, se fecham bares e restaurantes e todos aqueles comércios que não sejam serviços de primeira necessidade. Europa, como disse a Organização Mundial da Saúde (OMS), é hoy o epicentro da pandemia global, e dentro do continente Espanha é um dos focos mais importantes.

Daí a declaração do estado de alarma, o mais leve dos três estados excecionais, e que está previsto para grandes catástrofes, crise sanitárias ou paralisações graves dos serviços públicos como consequência de greves ou conflitos laborais. Em sua alocução, Pedro Sánchez advertiu de que terá um aumento dos contágios, e fez um apelo à solidariedade com os coletivos de risco. Não deu detalhes sobre/em relação a as limitações concretas, que far-se-á oficial hoy no Conselho Ministros. Esta {vaguedad} gerou certa confusão, sobretudo no que se refere à limitação de movimento, e lhe valeram ao Governo críticas da oposição/concurso público e dalgumas comunidades autónomas, como a Comunidade de Madrid, que julgam excessivamente lenta e reativa sua atitude diante da crise. Mesmo assim, as medidas que decidirá hoy o conselho de ministros se prevêem drásticas, com restrições contundentes à mobilidade. O fecho do espaço aéreo está em cima da mesa. Outros países europeus, como Polonia, República Checa, {Eslovaquia} e Dinamarca, têm fechado fronteiras.

As críticas aumentam sobre/em relação a o Governo, se bem é certo que a velocidade com a que se expande o vírus dificulta a gestão perante uma cidadania perplexa e angustiada. Entre as medidas tomadas ontem e as que o Conselho de Ministros tomará hoy se consumará a paralisação da vida quotidiana em Espanha. Começa um caminho de pelo menos duas semanas inédito na história. A solidariedade, o civismo e a compreensão dos cidadãos serão básicos para poder/conseguir sair desta crise sanitária que já tem tomado a forma duma enorme crise económica. Mais que nunca, responsabilidade.

Por outro lado, a economia se aproxima lentamente/pouco a pouco ao desemprego treinador. Uma situação inédita. O progressivo confinamento da população para modular a progressão da pandemia do coronavirus reduz a zero o consumo, priva às empresas das matérias-primas para fabricar e acaba por deixar sem sentido à maioria de serviços. Isso nos conduz {indefectiblemente} a um desemprego total da atividade, a uma recessão imediata, muito mais acelerada que as que temos vivido nas últimas décadas e ainda não sabemos qual será sua intensidade e profundidade.

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