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El Periódico Extremadura | Domingo, 18 de agosto de 2019

Una escalada ao gosto de Trump


22/07/2019

 

La escalada no estreito de {Ormuz}, tão desbocada e cheia de riscos, encontra-se ali onde certamente desejaram desde o princípio o presidente de Estados Unidos, Donald Trump, e os falcões da Casa Branca, que no 2017 decidiram desenganchar-se do acordo alcançado no 2015 por Barack Obama com o regime dos {ayatolás}. De igual maneira, os duros da república islâmica têm conseguido tomar a iniciativa através das ações da Guarda Revolucionária em perjuízo/dano do possibilismo encarnado pelo presidente do Irão, {Hasán} {Rohani}, e têm aproveitado o despropósito da captura pelo Reino Unido do petroleiro {Grace} 1 perto de {Gibraltar} para fazer-se com o {Stena} {Impero}, de bandeira britânica. {Aliñado} tudo com o consabida gritaria das {cancillerías} e a deceção dos europeus, arrastados por Estados Unidos e o Governo britânico a participar numa crise que não desejam.

Enquanto o secretário do Foreign Office, {Jeremy} {Hunt}, envolvido com Boris Johnson na corrida/curso pela sucessão de {Theresa} May, invoca a liberdade de navegação para justificar o seguidismo de Londres e, de passagem, marcar perfil na luta pelo liderança do Jogo/partido Conservador, o ambiente da crise recorda cada dia mais as linhas professoras da invasão de Irak em 2003. Com o perigo acrescentado, nessa altura e agora, de que o conflito repercuta no mercado energético, se dispare o preço do petróleo e a economia global se {resienta} para além de toda previsão possível. Não só/sozinho porque pelo estreito de {Ormuz} circula o 30% das exportações de crude, mas porque a eleição por Estados Unidos de {Arabia} Saudita como base de sua resposta militar pode poluir toda a região em plena disputa pela hegemonia entre Riad e {Teherán}.

Que tal coisa aconteça é mais um temor que uma simples hipótese, como o é que os acontecimentos no estreito de {Ormuz} se convertam em arma pré-eleitoral em Estados Unidos, com o consequente afastamento da diplomacia. La vontade expressada pela maioria de pré-candidatos democratas de ressuscitar o acordo nuclear com Irão é suficiente para que os estrategas de Trump alimentem a tendência do presidente a recorrer à grandiloquência, as ameaças e os gestos rotundos, a incitar a solidariedade britânica e a injuriar aos demais aliados. Se esta foi outras vezes sua linha de conduta, não há razão para que esta vez se comporte de forma diferente.

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