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Ensinamentos

 

CARMEN Martínez Fortún
20/05/2020

Estes tempos aziagos que vamos abandonando entre ameaças de volta atrás se não somos obedientes têm tido também seu parte positiva. E como o Jornal Extremadura com generosidade lhe permite a uma partilhar não já suas opiniões mas também seus {cuitas} e alegrias, lhes agradece de antemão sua indulgência.

Esta humilde impertinente tem aprendido, isso sim a marchas forçadas como muitos outros docentes, a manejar-se com desenvoltura nos meios digitais, a usar com eficácia {Clasroom}, e inclusivamente e, o que parecia quase impossível a utilizar/empregar Zoom, não já como convidada a uma reunião, mas a exercer de {hospedador}, horrenda palavra, por certo, mas {pasemos} do acessório. E tem aprendido também que nada pode substituir o cara a cara, mas que este contacto digital tem suavizado em grande medida a brecha e a distância e fez emergir em muitos alunos- não em todos, a verdade e seria cegueira ingénua afirmarlo-, a responsabilidade do estreitamente diário/jornal e uma madurez insuspeita em aqueles que a vida de modo muito injusto tem enfrentado a uma calamidade inédita demasiado jovens.

Tem aprendido não a fazer pão (desconfiem das receitas por internet, que esse alimento essencial e {sabrososolo} é acessível aos verdadeiramente sábios), mas sim a elaborar um notável biscoito de {kiwi}. E a panar os lulas e o pescado com uma mistura de ovo, farinha e cerveja que os deixa com um toque absolutamente profissional.

Tem aprendido a coser máscaras caseiras com espaço para filtro, de tal modo que se consegue uma proteção alta se nele se introduz papel de cozinha e um {salvaslip}.

Tem aprendido, além disso, que a vida em família descontrai, mas que a segurança de um lar feliz não mitiga a angustia pelo dor de tudo um país {doliente}.

Não tem aprendido por outro lado a aceitar as informações contraditórias nem a opacidade das autoridades. Nem porque é que se permite um enterro multitudinário enquanto o resto chora ainda a seus mortos em solidão. Nem porque é que a cruz gamada com razão está proibida e a foice e o martelo não. E também não tem aprendido nem quer aprender a aceitar os {escraches}.

* Professora