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O engano

 

MERCEDES Morán
15/05/2020

Maquilhar as cifras, montar um decorado de diálogo de papelão-pedra, vestir o cenário de falsidades, tudo isto é o que faz a Junta para não oferecer a realidade dos dados, para que a população extremenha estejamos confiados e o Ministério nos deixe passar de fase. Por isso se contabilizam uns casos sim, uns casos não, como ocurreu nesta semana, que ainda estão sem incluir no lista de positivos os 11 anunciados pelo presidente da Câmara Municipal de Malpartida de Plasencia.

E por isso agora temos dois variáveis diárias, a de casos positivos e a de «casos suspeitos», cuja última cifra foi 208 num só/sozinho dia. E som suspeitos porque se lhes tem diagnosticado pelos sintomas que apresentam, mas não porque se lhes tenha facto/feito o teste aos que têm direito e com os que estaríamos todos mais seguros.

Este desenhador de {desescalada} não nos oferece nenhuma segurança sem teste para todos, mas além disso, como o confinamento parece ter funcionado, não temos o que os peritos chamam «imunidade de rebanho ou grupo», que é a proteção que possui uma população perante uma doença infeciosa pela presença de pessoas imunes. No caso da Extremadura, na província de Badajoz só/sozinho o 2,6% da população possui anticorpos e na província de Cáceres, o 3,7%. Desta forma, também não {alcanzamos} o objetivo que assinalam os entendidos de conseguir uma alta proporção de cidadãos imunes para impedir a transmissão do vírus.

Mas tudo isto realmente não parece importar e, para não ser menos que ninguém, se o Governo apresenta que o 25 de Maio comecem a assistir aos colégios os alunos de educação pre-escolar, a Junta quer que também vão às salas de aula os de ensino básico. Isso sim, sem preparação, sem protocolo regional para essa {desescalada} educativa e naturalmente transferindo a responsabilidade a cada um dos centros educativos que serão os que tenham que pagar-se suas medidas protetoras; cada um as que considerem convenientes porque não há uma norma geral estabelecida pela Conselheira de Educação.

Enquanto, o Governo de Sánchez ao seu, a distraer: que se a culpa dos mortos é de Madrid, que liberdade para os presos de ETA, que proibido levar bandeiras de Espanha, que vamos a inspecionar aos agricultores que som uns exploradores, que vamos a acabar com a escravidão... {Indignidad} e vileza som as palavras oportunas.

Nesta grande obra criada por Moncloa cada um tem seu papel, que não nos confundam, e ao escrever isto, me tem vindo à cabeça a magnífico filme ‘O Golpe’. ¿A têm visto? Robert Redford e Paul Newman, acompanhados de um número respeitado de amigos, recriam uma grande operação falsa com a que pretendem enganar a um mafioso. O fazem tão bem, com os tempos calculados e cada um pondo empenho na tarefa atribuída, que finalmente conseguem seu objetivo: «o grande engano».

*Engenheiro treinador agrícola e deputada do PP.