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El Periódico Extremadura | Quarta-Feira, 20 de junho de 2018

A divisão independentista


11/01/2018

 

Os partidos independentistas ({Junts} {per} Catalunha, ERC e a {CUP}) conseguiram, unindo suas forças, a maioria absoluta nas eleições do 21D, mas distam muito de ser um bloco homogéneo. Ao contrário, se já antes das eleições teve fortes disputas sobre/em relação a se concorreriam numa lista unitária, e se durante a campanha {JxCat} e ERC lutaram para impor-se o um ao outro, agora as duas formações estão concentradas num pulso pelo poder/conseguir. Uma pugna na qual se misturam questões de calado político (¿qual deve ser o caminho a seguir/continuar pelo independentismo depois de/após que a via unilateral acabasse com a suspensão da autonomia, prejuízos económicos e uns graves processos judiciais); pessoais (¿quem será o próximo {president} da Generalitat?), e legais (¿em que situação ficam os deputados que estão processados, na cadeia ou fugidos da justiça?). Pôr em funcionamento as instituições após a crise iniciada o 6 e e 7 de setembro, voltar a dar início Catalunha, governar, em definitiva, não parece por enquanto uma prioridade do único bloco que pode formar governo.

Ao contrário, as energias se perdem em debates de nomes, litígios sobre/em relação a cadeiras e ocorrências de duvidosa legalidade como a duma investidura telemática de Carles Puigdemont que afastam às instituições catalãs do que deveria ser a prioridade desta legislatura: reconstruir e reconciliar, começar a cerzir os quebrados que na sociedade catalã geraram a via unilateral, a aplicação do artigo 155 da Constituição e os processos judiciais abertas.

Nesta luta interna do independentismo parece que tudo vale, como a pressão sem quartel a ERC apelando à emoções que tão bom resultado lhe deu a Puigdemont na campanha eleitoral e a filtração interessada de informação aos meios Pelo caminho, vão caindo pesos pesados do independentismo (Artur Mas, Carles Mundó) e aos poucos se {aboca} às instituições e ao país a um cenário já conhecido e {indeseado}: decisões in extremis, tomadas por um reduzido grupo de pessoas, que costumam ser saltos para diante sem rede. E não é isto o que necessita Catalunha, mas um Govern que se dedique a isso, a governar, e um {president} que o dirija aplicando de forma legítima seu programa mas pensando no bem comum. ¿É muito pedir?

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