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Divide e {vencerás}

 

MERCEDES Morán
24/01/2020

Numa batalha pelas competências de seu ministério, ¿quem ganharia, um ministro ou uma vicepresidenta? Esta é a situação que existe atualmente em relação a onde irá a política de desenvolvimento rural: de um lado está o Ministério de Agricultura, do outro, a Vicepresidência para a Transição Ecológica e o Repto/objetivo Demográfico.

No Real Decreto que re-estrutura os departamentos ministeriais para esta legislatura, não aparece essa política dentro das competências estabelecidas para o Ministério de Agricultura e os representantes do sector agrário já manifestaram seu total oposição/concurso público.

Desde que o desenvolvimento rural se constituiu como o segundo pilar da Política Agrícola Comum (PAC) na reforma da Agenda 2000, este foi gerido pelo Ministério de Agricultura em colaboração com as comunidades autónomas; a possibilidade de que não o faça nestes próximos anos é irracional, porque as políticas da PAC unidas, e não por separado, possibilitam nosso modelo agrário.

Este âmbito da PAC está co-financiado entre o fundo europeu {Feader} e os fundos que põem o Estado e a comunidade autónoma, enquanto o de ajudas diretas se financia integramente por Europa. Ambos são um tudo «indissolúvel», como bem disseram as Organizações Profissionais Agrárias; cortando aos bocadoslo só/sozinho se pretende {ningunear} à política agrária e viver de costas para o estabelecido por Bruxelas, que o incluiu na PAC.

Se dentro deste pilar encontram-se medidas que, na sua maioria, vão destinadas especificamente aos agricultores e pecuários, seu lugar natural é o Ministério de Agricultura. Seria um atropelamento eliminá-las de este para convertê-lo num ministério minguante ao que se lhe dá uma importância menor dentro do Governo de Espanha.

Para Extremadura esta política é vital, não é em vão supõe o desenvolvimento de medidas que melhoram os regadios, os caminhos, ou que estabelecem ajudas agroambientais e ajudas a jovens agricultores ou à melhoria das explorações agrárias, entre muitas outras, e para isso dispomos de fundos por um montante de mais de 1.187 milhões de euros.

Temos ouvido declarações do ministro Planas, dizendo que não nos {preocupemos}, mas são {vaguedades}. Diz que «trabalham sobre/em relação a essa hipótese», a de continuar com essas competências, mas também se trabalhava em campanha sobre/em relação a a hipótese de não pactuar com independentistas e olhem vocês o que passou. O que se pretende é minguar a importância da agricultura e a ganadaria dentro da política nacional, separando competências e utilizando a estratégia do divide e {vencerás}.

*Engenheira agrónoma e deputada do PP.