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El Periódico Extremadura | Quarta-Feira, 19 de dezembro de 2018

Dias plenários/plenos

ANTONIO Galván González
06/01/2018

 

O ser humano tem uma tendência natural a desejar o que não possui ou não pode conseguir.

Quando somos meninos, queremos ser maiores/ancianidade. E, quando somos maiores/ancianidade, daríamos o que fora por voltar a ser meninos. E, embora cada etapa da vida tem seus {dulzores}, temos de reconhecer que a infância é a mais agradável de todas elas.

Não porque outros momentos vitalistas/vitais não possam ser felizes, enriquecedores ou satisfatórios, mas porque essa etapa infantil costuma combinar o mais puro do próprio ser com o mais ótimo dos círculos sociais mais próximos.

Por norma, {nacemos} no seio de famílias que nos acolhem com amor, que nos ensinam com paciência, e que nos cuidam com esmero e delicadeza. Quando {venimos} ao mundo, nos {encontramos} com um monte de pessoas que nos está à espera com alegria.

E, durante os primeiros anos das nossas vidas, partilhamos nossos dias, especialmente, com pais e mães, avós e avós, irmãos e irmãs. São o mais importante, e os que mais nos quererão ao longo/comprido de toda nossa vida.

Mas é essa mesma vida a que nos os irá roubando. E, nessa altura, será quando {comencemos} a tomar consciencializa de que, quando já falta alguém, o vazio na memória do coração fica, para sempre, vazio.

A inocência {primigenia}, essa que nos faz acreditar/achar em tradições como a dos Reis Mágicos de Oriente, dura o que dura a infância.

E quem antecipa a queda/redução do cavalo, está adiantando, sem sabê-lo, um passo até a adolescência, uma etapa que costuma acarretar mais complicações.

Há quem diz que, quando se têm filhos, se recupera essa olhar maravilhosa dos meninos, ao poder/conseguir participar, de novo, do sono/sonho, embora seja desde outra posição.

Mas, ainda e assim, acredito/acho que não há nada comparável a esperar, durante toda a noite, um amanhecer transbordante de ilusões e brinquedos.

Nada como essa intriga sobre/em relação a se os Reis farão caso às petições/pedidos da carta ou surpreenderão com geniais novidades. Nada como essa inquietude noturna em que a imaginação desenha as figuras de {Melchor}, Gaspar e {Baltasar} ao ouvir qualquer ruído.

A vida já é bastante difícil, e está cheia de demasiadas deceções e desgostos, como para furtar aos meninos nem um só/sozinho desses dias plenários/plenos da infância em que a magia se converte em algo terrestre.

Por isso, fujam dos desmancha-prazeres que pululam por aí. E ponham aos meninos a salvo deles. ¡Feliz dia de Reis!

* Diplomado em Mestrado

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