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El Periódico Extremadura | Quarta-Feira, 20 de septembro de 2017

A {Diada} do independentismo


12/09/2017

 

Já são seis as {Diades} consecutivas que o soberanismo converteu numa demonstração de força, capacidade de mobilização e civismo. Seis {Diades} enchendo as ruas de Barcelona e doutras localidades com dezenas de milhares de pessoas num ambiente feriado e sem assomo de violência deveriam dar que pensar àqueles para os que o independentismo é um transtorno passageiro de parte da sociedade catalã, sem causas, razões nem enraizamento popular. Não o é, e isso explica sua força: pelo menos a metade de Catalunha se manifestou ou se sentiu representada ontem com o símbolo de Mais que se desenhou o centro de Barcelona. Nada será possível o 2-O sem ter em conta que essa metade de Catalunha existe, e que suas legítimas aspirações políticas não podem ser desatendidas.

Da mesma forma, não se pode excluir à outra metade de Catalunha, à que ontem nem se manifestou nem se sentiu representada, do devir político catalão. Essa metade de Catalunha a cujos representantes no Parlament a maioria (em assentos parlamentares, que não em votos) independentista aplicou o rolo na semana passada. Essa metade que já não se sente representada pelas massivas manifestações do onze de setembro desde que {mutaron} do direito a decidir a reclamar sem rodeios a independência. Porque não temos de esquecer que a manifestação de ontem, apesar de sua impressionante participação, foi a dos do sim num referendo, o do 1-O, que vulnera a Constituição e o Estatuto da Catalunha. Ontem não se manifestaram nem aqueles que votariam que não nem aqueles que {quisieran} uma consulta mas não uma baseada na desobediência. A manifestação da {Diada} de ontem foi de parte.

Isso explica parlamentos como o de {Neus} {Lloveras}, presidenta da Câmara Municipal de {Vilanova} i a {Geltrú} e presidenta da {Associació} de {Municipis} {per} a {Independència} ({AMI}), no qual instou aos presidentes da câmara municipal de cidades como Barcelona, Lleida e {Tarragona} a implicar-se «com a democracia». {Lloveras} foi a última em somar-se à pressão aos presidentes da câmara municipal –com intoleráveis apelos a pressões individuais incluídas–, depois de/após manifestações similares de Carles Puigdemont e Jordi Turull. À margem de que dividir entre bons e maus presidentes da câmara municipal (e, portanto, catalães) é um caminho muito perigoso, engana-se {Lloveras}: o 1-O, como referendo unilateral e fuera do ordenamento jurídico, não é um assunto de democracia, mas de legalidade.

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