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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 24 de novembro de 2017

Dia da Extremadura

MARIO Martín Gijón
09/09/2017

 

Em sua Teoria da Extremadura, o escritor Pedro de Lorenzo (Casas de Don Antonio, 1917 – 2000), tão enaltecido em vida (uma dúzia de ruas levam seu nome em nossa região) como esquecido após sua morte (o prova a nula ressonância de seu centenário), quis sintetizar, desde seu retiro em Valencia de Alcántara, as «notas fundamentais» do carácter extremenho, que para ele seriam «cultura fronteiriça, domínio dos contrastes, e solidão -solilóquio-como constante histórica».

Nossa situação {periférica} e nossa escassa população continuam a ser motivo de lamentações no muro de Facebook ou no debate político. No entanto, visitantes forasteiros o vêem doutra maneira e a prestigiosa hispanista checa {Anna} {Tkácová}, que tem percurso/percorrido cada canto de Espanha, afirmava que Extremadura lhe pareceu «a comunidade autónoma mais interessante, mais autêntica, mais bela de todas».

Há motivos para dizer, como repetem alguns, que «aqui se vive muito bem», como que a nossa seja, com diferença, a região com a taxa mais baixa de criminalidade, ou que Cáceres e Badajoz apareçam regularmente como duas das melhores cidades para viver.

Os dados macroeconómicos enganam, e quando algum se {echa} as mãos à cabeça ao ver que continuamos sendo a região com rendimentos mais baixos, deveria {recordar} o que subida viver aqui e em Madrid.

O mesmo para o deplorável nível de desemprego, pois não é o mesmo estar no desemprego em {Torrecillas} da Tiesa ou em Ruanes, com despesas mínimas e a solidariedade de familiares e amigos, que em Valência ou em Madrid, onde o dinheiro se {esfuma} a velocidade de horror. «O povo/vila extremenho é sossegado, talvez melancólico, nunca tristíssimo ou sombrio, árido nem esterilizador», dizia Pedro de Lorenzo.

Da {laboriosidad} dos extremenhos, do bem que trabalham, estão feitas a prosperidade de Madrid, Vizcaya ou Barcelona, e a pena é que, salvo alguns povos/povoações e regiões isolados, não tenhamos sabido criar um rede mais sólido de atividade produtiva que não precise do contínuo adubo/prestação/pagamento público.

Não é momento para debater se uma refinaria ou uma mina de {litio} são o ideal para gerar rendimentos, embora me {temo} que aqueles que se opuseram com {vehemencia} a essas iniciativas não prescindem nem da gasolina nem dos telemóveis: que os produzam noutros sítios, devem pensar, e nos os dêem factos/feitos.

A realidade é que não está a coisa como para rejeitar projetos que gerem emprego quando o êxodo juvenil é uma grave ameaça para Extremadura e que este não cessa, mesmo se produz antes. Se ouvem frases como que «Cáceres está muito bem para viver, mas aos dezanove anos te tens que ir» e muitos pais preferem que seus filhos estudem em {Sevilla} ou Salamanca que em Cáceres ou Badajoz.

Reverter essa tendência, criar um ambiente no qual os jovens sejam vistos como os profissionais do futuro e não como mão de obra barata, é um dos maiores/ancianidade desafios da Extremadura.

* Escritor

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