Menú

El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 2 de abril de 2020

Descer o ritmo, recuperar o pulso


13/03/2020

 

Dalguma maneira, esta quinta-feira passará à história como o dia em que Espanha começou a fase mais sangrenta da batalha contra a pandemia do {covid}-19. Em Itália se criticou ao Governo pelo o {goteo} de instruções governamentais. Em Espanha não se chegou ainda a um cenário similar ao italiano, mas a aplicação imediata duma das decisões que maior/velho impacto tem na cidadania, como é o fecho de centros educativos, marca um antes e um depois.

O objetivo primordial das administrações é claro: quebrar a cadeia de contágio para evitar que a propagação exponencial do coronavirus cause um colapso do sistema sanitário. Para isso, as autoridades têm emitido uma mensagem coincidente: «Unidade, responsabilidade e disciplina social», em palavras de Pedro Sánchez. Num país democrático, à diferênça do que acontece nas ditaduras ou em regimes de controlo estritos, boa parte do êxito duma campanha desta envergadura deve vir do próprio proceder da cidadania, que deve assumir os inconvenientes da vida quotidiana de maneira individual para que o coletivo se beneficie. É o caso do fecho de centros docentes de todo o tipo, com o que isso implica de mudanças profundas e continuadas no dia-a-dia dos ambientes familiares.

O civismo dos cidadãos, seu {corresponsabilidad}, e a unidade de ação das administrações som os eixos sobre/em relação a os que deve girar a reação. No segundo cenário, o da economia, tão transcendental como o sanitário, devem atuar os poderes públicos. Ontem teve várias decisões. {Decepciponó} a do Banco Central Europeu de comprar dívida por 120.000 milhões, que foi recebida com deceção pelos mercados, que sofreram um trambolhão histórico. Seu presidenta, Christine Lagarde, reiterou que a primeira linha de atuação deve ser a política fiscal dos Governos. Em Madrid, Sánchez anunciou que mobilizará 18.225 milhões, um plano que não supõe um aumento orçamental. É de prever que este plano deva reforçar-se diante da magnitude do desafio. Algumas medidas vão pelo bom caminho como que autónomos/trabalhadores independentes e pme poderão adiar seis meses as dívidas fiscais, a utilização do fundo de contingência para assegurar um fornecimento adequado dos produtos sanitários, o estabelecimento de linhas de crédito e a proteção dos sectores mais desprotegidos em especial os menores.

Trata-se em essência de descer o ritmo durante umas semanas para recuperar o pulso duma sociedade que, hoje em dia, vive momentos de angustia e inquietude sobre/em relação a como se poderá superar este episódio excecional sem que se tenham rachado os fundamentos da convivência e nosso tecido social.

As notícias mais...