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El Periódico Extremadura | Quarta-Feira, 20 de septembro de 2017

O desafio de Coreia do Norte


04/09/2017

 

A queda/redução do muro de Berlín não pôs fim à História, como se disse com grande otimismo, mas sim acabou com a dialética da Guerra Fria baseada na estratégia da destruição mútua assegurada. No entanto, deixou um franja sem resolver, o do primeiro conflito quente dentro daquela congelamento militar. A guerra de Coreia (1950-1953) acabaria com um {armisticio}, não com um tratado de paz, e perpetuaria a divisão da península coreana entre um norte alinhado com o bloco comunista e um sul vinculado a Estados Unidos.

{Pionyang} é hoje um anacronismo, mas um anacronismo muito perigoso por uma imparável corrida/curso armamentística que lhe levou a lançar ontem o maior desafio tido até agora com o ensaio duma bomba de hidrogénio. Coreia do Norte segue/continua autocastigando-se com desbocado entusiasmo. Não há precedente de Governo que se afane tanto/golo em detonar bombas nucleares em seu território. A de ontem voltou a inquietar ao mundo e a gerar a algaravia dos {norcoreanos}. Foi o sexto ensaio nuclear de Coreia do Norte, o terceiro de {Kim} {Jong}-um e o primeiro com Donald Trump na Casa Branca. Não surpreendeu a ninguém. Os satélites tinham registado nos últimos dias movimentos {febriles} em {Punggye}-{ri}, a tradicional zona de ensaios atómicos. Os 50 {kilotones} registados multiplicam por seis a potencia do último ensaio do passado setembro e por quatro a da bomba sobre/em relação a {Hiroshima}. Bastariam para arrasar uma cidade grande, asseguram os científicos/cientistas. Os tremores alcançaram as vizinhas Coreia do Sul e China.

A perigosidade destes ensaios não só/sozinho depende de {Kim} {Jong}-um e seu séquito militar, mas da resposta que se dê a seu repto/objetivo. E a resposta a esse repto/objetivo requer cabeças muito frias. A ameaça de Trump de lançar fogo e fúria sobre/em relação a Coreia do Norte só/sozinho tem servido para deixar ao nu a {verborrea} presidencial enquanto {Pionyang} seguia/continuava lançando mísseis e provando uma nova e potente bomba. As sanções, muito suaves, impostas até agora ao regime {tiránico} de {Kim} não têm funcionado. Fica muita margem até um embargo total. Falta que Estados Unidos, Rússia, China, Japão e Coreia do Sul se ponham de acordo. Europa tem pouco/bocado que fazer neste conflito, mas o comunicado conjunto/clube de Angela Merkel e {Emmanuel} {Macron} revela uma situação altamente perigosa.

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