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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 15 de novembro de 2018

{Demuéstrese}

DANIEL Salgado
05/06/2018

 

É obrigação de Pedro Sánchez desmentir a aqueles que afirmavam que unicamente seria presidente do Governo através de uma moção de censura, isto é, não por méritos próprios, não pelo resultado das urnas. Para isso, claro, o lógico seria convocar eleições, e ganhá-las. Mas primeiro tem que demonstrar que governa, o qual não será fácil com 84 deputados e com a oposição/concurso público de Ciudadanos e do Partido Popular. Certo que a moção de censura lhe levou à presidência do Governo, graças a Unidos Podemos, ERC, {PDECat}, Bildu, PNV, Compromís e Nova Canárias, mas nada garante que todos eles vão a apoiar sempre as medidas governamentais que a equipa de Sánchez adote, sem contar além disso com que o Senado e a Mesa do Parlamento estão em poder/conseguir da oposição/concurso público.

Para demonstrar que governa, a Sánchez lhe bastaria com muito pouco/bocado: dar dignidade às pensões, derrogar a lei {mordaza}, despolitizar a rádio e a televisão públicas, universalizar a saúde, lutar contra o {machismo} e conseguir que a recuperação económica alcance a todos. Não necessitaria muito tempo para cumprir esse programa. Com essas medidas de choque, tão necessárias como urgentes, recomporia além disso sua imagem, gravemente deteriorada desde que foi desalojado da secretaria-geral do jogo/partido. Questionável é, por outro lado, seu acordo/compromisso de dialogar com o independentismo catalão, segundo a lealdade institucional que demonstrou com a aplicação do artigo 155. Portanto, do mesmo modo que prometeu manter os orçamentos aprovados pelo PP com o {beneplácito} do PNV, ou seja, para benefício do PNV, assim também deveria considerar o inapropiado de dialogar com os separatistas, pois trata-se de um diálogo perigoso em tanto/golo que anticonstitucional.

Seja como {fuere}, temos de alegrar-se por Sánchez. Tem a ocasião de demonstrar que o seu não foi em nenhum momento vontade de poder/conseguir, que é o que se lhe recriminou desde dentro e fuera do jogo/partido, a ambição. Agora tem a oportunidade de demonstrar que não seria presidente do Governo unicamente através de uma moção de censura. As urnas o dirão.

* Funcionário

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