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El Periódico Extremadura | Quarta-Feira, 20 de septembro de 2017

O défice e a dívida na Região

Recuperar o equilíbrio orçamental é chave para poder/conseguir garantir o crescimento

RICARDO Vivas
12/09/2017

 

Para bancos e serviços de estudos, as perspectivas da economia regional estão otimistas em 2017. O BBVA prevê um crescimento do 2,6% e {Funcas} situa a taxa de desemprego no 26,1% no fim do ano, bom dado se se compara com o 28,3% do ano passado ou o 35,7% do primeiro trimestre de 2013. Desde o início da recuperação, dos 66.000 empregos perdidos de 2008 a 2013, se recuperaram só/sozinho 18.000 nos dois anos seguintes pela maior competitividade da empresa (sectores intensivos em mão de obra se automatizam/precisam, como é o caso do agroindustrial), isto é, em 2015 se produziu um 3% menos que em 2008 com um 12% de trabalhadores menos. Por outro lado, a Região apresenta desequilíbrios em défice e dívida pública.

Em 2016, a Região reduziu seu défice num 1,2% do PIB, situado no 1,6%, por um crescimento de 2% em 2016 e à liquidação da financiamento de 2014. A Março deste ano, se {sitúo} no -0,45%, menor que o -0,78% do primeiro trimestre de 2016, mas continua a ser elevado com escassa probabilidade de cumprir o objetivo do 0,6% segundo a {Airef}. A desaceleração do consumo (vendas a retalho desceram um 1% interanual em Julho), fará que desça a arrecadação dos impostos cedidos à Região. A Junta, para descer o défice até ao 0,6% em 2017, se baseia no controlo da despesa (os rendimentos no orçamento aumentam só/sozinho um 0,3% em relação ao 2016) e na boa marcha do ciclo económico.

Recuperar o equilíbrio orçamental é chave para garantir o crescimento (dictaminar/enviar dívida supõe desviar fundos para pagar dívida e interesses, que equivale a uma política fiscal restritiva) e a sustentabilidade da dívida. No período de 2008 a 2013, o PIB se contraiu um -5,7% acumulado, que provocou que a dívida se {triplicase}, para continuar aumentando até 2016 (apesar do crescimento do PIB desde o 2014 e à venda de imóveis) e chegar a 27% em 2022 segundo a {Airef}. O défice excessivo contribuiu a que, no primeiro trimestre, a dívida aumentasse em 164 milhões em relação ao anterior trimestre (do 22,9% ao 23,6% do PIB) e em 548 milhões, comparado com o primeiro trimestre de 2016. Também, a existência de poupança negativa (a diferença entre rendimentos e despesas correntes), no orçamento de 2017, contribuirá a seu aumento.

Devemos continuar a crescer, se para a Junta o comércio exterior é um motor do crescimento, o saldo comercial positivo deve aumentar por exportações mais competitivas via preço. A Junho, a zona euro recebeu o 72% da exportação, ao não poder/conseguir depreciar o euro, um nível baixo/sob/debaixo de de preços melhoraria a relação real de intercâmbio (índice de preços regional entre o do mercado objetivo), para a zona euro, e «depreciaria» (em termos reais) o euro para outros mercados.

O aumento da inflação é chave na descida do saldo comercial positivo desde setembro de 2015 (em 2016 as exportações desceram um 2,2% em relação ao 2015 e as importações aumentaram um 2,6%). Desde esse mês, os preços não têm desempregado/parado de subir, para abandonar os valores negativos, até ao 1,2% interanual em Julho. De seguir/continuar, dificultaria o processo de consolidação fiscal, provocaria um aumento dos salários e o encarecimento dos nossos bens em relação aos importados. Além disso, cairia o consumo (pela descida do salário real), afetando à criação de emprego, e complicaria a emissão de dívida a baixo/sob/debaixo de interesse/juro (aumentando o serviço da dívida por maiores/ancianidade interesses), afetando ao controlo da despesa. Se o BCE continua com os estímulos, o excesso de liquidez anularia esse efeito, mas se normalizasse a política monetária, pararia investimentos reduzindo o ritmo de crescimento.

Em conclusão, de continuar os desequilíbrios, a Região se exporia a fatores {exógenos} para atender suas despesas correntes e serviços públicos. Minimizá-los exige aumentar os rendimentos acabando com a evasão e {elusión} fiscal e criar novos impostos ou aumentando os atuais já que a sociedade procura melhores serviços públicos (redução da lista de espera em saúde), que implica que suportaria maior pressão fiscal em troca de isso. Está claro que uma taxa de rendimentos públicos de 30% do PIB não é suficiente, mas ¿que Governo estaria disposto a assumir o custo político destas medidas tão impopulares?

* Economista

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