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Dançar de longe

Não acredito/acho que nossa sociedade esteja preparada para celebrar verbenas

 

ARACELY R. Robustillo
27/07/2020

Vá pela frente/por diante que sei que fazem falta como o comer. Que as pessoas necessita um pouco/bocado de alegria e já não te digo os hoteleiros. E que as festas de verão para muitos povos/povoações som o melhor do ano para seus habitantes, que olham com desejo o calendário esperando que cheguem para pôr-se suas melhores gaulesas e dá-lo tudo na pista de dança. Mas é que vai-se a enrolar {parda}. E todos o sabemos.

Sobre/em relação a papel as indicações parecem claras e com pouca margem de erro. As localidades de menos de 5.000 habitantes poderão organizar verbenas em espaços abertas, com lotação limitada e desinfeção do lugar. Não se poderá praticar dança social, porque se deve respeitar a distância de segurança e terá que ir com máscara e {gel} hidroalcoólico.

Mas os que somos de povo/vila e temos vivido muitas feiras sabemos melhor que ninguém que há muitas variáveis ‘não oficiais’ difíceis de controlar nesses dias. Não cabe dúvida de que na praça/vaga do povo/vila as autoridades competentes manterão a ordem e que as pessoas se comportará baixo/sob/debaixo de os focos do principal epicentro social do lugar. Mas há outros cenários, como os botellones dos mais jovens, que som outra história cujo final não pinta feliz.

Nesta semana temos conhecido que Espanha tornou-se no país com mais {rebrotes} de Europa. Nos {acercamos} aos 300 ativos e os novos casos diários/jornais alcançam já cifras muito similares às do Estado de Alarma. As razões detrás de as cifras têm muito que ver com o tentativa de reativar a economia, mas também têm raízes mais profundas. Nossa cultura entende pouco/bocado de distanciamento social na vida diária, não digamos já na pista de dança, e as proibições som às vezes o maior/velho {acicate}.

NÃO HÁ MAIS QUE OLHAR as causas que deram lugar à maioria dos {rebrotes}: festas privadas, aniversário, botellones... para dar-nos conta de qual é o elo mais débil da cadeia: o lazer. O município murciano de {Totana} vai a voltar à fase 1 da {desescalada} por um surto que tem sua origem nas festas noturnas e que tem tido como resultado 55 novos positivos. E a comunidade de Madrid já tem anunciado que vai a limitar as atividades de entretenimento à noite desde esta semana.

¿E verdadeiramente há alguém que se cria/acredite que com este caldo de cultura vamos a dançar de longe na verbena e não vamos a ter que lamentar novos contágios? Já há estatísticas que asseguram que o jovens som o coletivo que menos e pior uso fazem das máscaras, se a isso lhe {unimos} umas taças, música e {nocturnidad}, não temos de ser ‘{Rappel}’ para predizer quais vão ser os resultados.

E que conste que adoraria pensar que somos capazes de ser civilizados e usufruir deste este ‘voto de confiança’ dos nossos políticos. Todos sabemos que as pessoas necessita evadir-se dos estragos psicológicos que causou a pandemia e uns dias de feira no povo/vila podem ser do mais reparadores. E não somente para os ânimos de seus habitantes, mas para os bolsos dos hoteleiros, que neste ano a duras penas conseguiram não {echar} o fecho em seus negócios.

Também os músicos agradeceriam sem dúvida voltar aos cenários. E se algo temos aprendido nesta pandemia é a importância da cultura para o alma e a saúde mental. Mas é que me fica pouca fé no bom comportamento coletivo com a que está a cair.

Como muitos, e depois de/após um confinamento em geral exemplar, pensei que as pessoas tinha aprendido a lição pelas más e que fariam o que fora para não voltar a ver-se encerrados entre quatro paredes. Mas já temos já que basta um ‘{sarao}’ com um atrativo acrescentado como a gravação de {Másterchef} em Cáceres ou a inauguração do Festival de Teatro Romano de Mérida pelos Reis de Espanha, para que as pessoas se esqueça do vírus e se passem as recomendações sanitárias pelo arco do triunfo.

Por isso por muita pena que me dê e ainda que sei que viriam como água de Maio, não acredito/acho que nossa sociedade esteja preparada para celebrar verbenas. O mesmo nuns dias {reculamos}, porque já sabemos que nesta crise sanitária houve muito {pasito} para adiante e depois para atrás. Mas muito me {temo} que esse é tudo o dança que nos podemos permitir dadas as circunstâncias.

* Jornalista