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El Periódico Extremadura | Sábado, 25 de novembro de 2017

Crónica duma secessão anunciada

SATURNINO Acosta
07/09/2017

 

O sinto. Nem mãos em cabeça, nem surpresas, nem prantos, nem vergonhas democráticas que as levamos padecendo muito tempo, para que agora as sinta/senta ninguém. Estava anunciado, se sabia e todos o sabiam, não de ontem, nem de antes de ontem, faz muito tempo, e concretamente de um ano para cá.

O adagiário espanhol, que é muito sábio, diz que «daqueles lamas estes {lodos}», e nunca melhor dito.

Se o Estado cede competências, é o Estado quem deve supervisionar que uso se faz dessas competências, pois não são propriedade exclusiva de a quem se lhes cede, são do Estado que cede suas atribuições, mas que se sabe {prestador}, não emprestado. Este aspeto, embora pareça parvo, não criam/acreditem o é tanto/golo.

Nosso politicamente correto fazer e parecer deixaram pensar, com conhecimento de causa, que o emprestado é o {prestador}, e ao não ter, nem querer tirado do erro ao emprestado, assim nos vai.

A atividade política atual, mais centrada em cotas de poder/conseguir, fez com seu silêncio, que as autonomias criam/acreditem que a Educação é sua, a Saúde, a Justiça, ... e levado ao extremo, a soberanía.

Se pode ser irresponsável (me {abstengo} doutras notas) por ação, como todos os que hoje votaram a ignomínia da Lei do Referendo catalão, mas também por omissão, por terlo consentido até sua última expressão, mesmo por {condescendencia}, ou piscadelas de duvidosa evolução tanto/golo para o intelecto como para a política, mais além do rei de reis, título de filme que algum visionaria de pequeno. Nosso sistema democrático dizem é forte, são e consolidado, falso. Um mão-cheia de totalitaristas, atualmente à margem da lei, ou pelo menos devessem se ainda vivemos num estado de direito real e não virtual, terminarão demostrando, precisamente em aras da democracia, que Espanha é o estado mais antidemocrático que existe, sempre e quando amanhã a crónica não seja a duma secessão anunciada, se não a crónica duma morte política anunciada, pois só/sozinho cabe a inabilitação.

Ontem foi um mau dia para nossa democracia. Hoy é um mau dia para todas as democracias. Amanhã pode ser um grande dia para todos os democratas, basta com fazer o que se deve, o que se deveu ter facto/feito e o que até hoje se tem evitado, sua obrigação.

* Professor

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