+
Accede a tu cuenta

 

O accede con tus datos de Usuario El Periódico Extremadura:

Recordarme

Puedes recuperar tu contraseña o registrarte

 
 
 

O {covid} nos livros de História

O comportamento dos espanhóis esteve muito acima do de seus dirigentes

 

ARACELY R. Robustillo
18/05/2020

A História com maiúsculas é um relato, às vezes aborrecido, às vezes apaixonante, dos tropeços e triunfos do homem através do tempo. Desde que começou este pesadelo do coronavirus, eu acredito/acho que todos duma maneira ou outra fomos conscientes de que estamos a viver um tempo que passará a estudar-se nas escolas e nas faculdades do mundo inteiro como um dos capítulos mais pretos deste século. Mas o reflexo do que passou, do que está passando, neste 2020, tem ainda um final aberto e esse facto/feito deveria fazer-nos refletir a todos.

Nem sei quantas vezes tenho ouvido ou lido que esta pandemia é o mais parecido a uma III Guerra Mundial que vamos a conhecer. Eu acredito/acho que o título se lhe fica pequeno. A {globalidad} desta batalha e a impunidade com a que o inimigo {biolócigo} se desloca pelo ar a seus {anchas} a faz única e ainda não se sabe até onde pode chegar.

A única certeza é que um vírus invisível e desconhecido tem à humanidade inteira de joelhos e ninguém estava preparado para isso. Nos temos cansado de ouvi-lo. As primeiras economias do mundo, com as comunidades cientistas mais potentes e as melhores {sanidades} receberam um banho contundente de humildade. Não somos intocáveis. Não somos os melhores. E aí fica isso.

Mas se algo deveríamos ter aprendido dos erros dos nossos antepassados em qualquer outra guerra, é que a capacidade de reação e de antecipar-se à seguinte jogada, como se duma verba/partida de xadrez se tratasse, é crucial para vencer ao adversário. Somente temos de olhar o exemplo de países como nosso vizinho/morador Portugal, Nova Zelândia, Islândia, Finlândia, Noruega ou Dinamarca, para dar-se conta de que com os mesmos {mimbres} se pode chegar a um final muito diferente.

Em Espanha, o Governo mais inflado que se recorda, {plagado} de ministros, altos cargos e assessores, tenta manter o barco a flutue com uma política de prova-erro que, aos factos/feitos me {remito}, não tem conseguido ser muito eficiente que digamos. Quase 30.000 pessoas perderam a vida a mãos do coronavirus no mais impressionante silêncio e uma economia agonizante, com milhões de desempregados/parados e negócios desaparecidos, é o presente e o futuro com o que toca lidar.

Dizia {Voltaire} que a política é o caminho para que os homens sem princípios possam dirigir aos homens sem memória, mas neste mundo global que vivemos é difícil acreditar/achar que ninguém vá a esquecer a má gestão desta grande tempestade. Toda uma geração de políticos, incluída a oposição/concurso público, que nada está a fazer mas atirar pedras ao carroça, deve e tem que desaparecer superada a crise. Porque o que não tem nem pés nem cabeça é que todos {paguemos} portagem menos eles.

Os espanhóis têm permanecido encerrados em suas casas baixo/sob/debaixo de a chave do Estado de Alarma por mais de dois meses, e ainda que houve exceções de {mezquindad} e egoísmo, seu comportamento sem dúvida esteve muito acima do de seus dirigentes.

O que nos espera é um horizonte cheio de incerteza, mas algo temos aprendido, ou deveríamos. A História, sem dúvida, lhes fará justiça aos soldados que lutaram em primeira linha de batalha, os heróis indiscutíveis desta guerra: os sanitários. Com mais de 40.000 infetados no coletivo, lutam desde/a partir de o princípio com uma entrega e uma generosidade impagáveis. E o fazem sem meios, sem a proteção adequada em muitos casos e diminuídos pelos cortes sanitários de quem agora na oposição/concurso público se dão golpes de peito.

A vacina não está nem se a espera por enquanto, porque em lugar de vê-la como uma ferramenta de luta comum contra o inimigo, os mais poderosos andam envolvidos num pulso para ver quem som os mais rápidos em tirá-la adiante e quanto dinheiro podem fazer com ela.

De esta sairemos com a ordem mundial mudado; com uns Estados Unidos, que quem nos o ia a dizer, inspiram mais pena que glória, uma China reforçada pela eficiência e uma Europa que mostrou-se incapaz de coordenar uma estratégia comum de ataque ou assistência, mas que sem dúvida está disposta agora a recolher os pedaços e intervir aos débeis.

Que os espanhóis {volvamos} a converter-nos nos protagonista do ‘Bem-vindo Míster {Marshall}’ de Berlanga está por ver-se. Todos queremos acreditar/achar que somos melhores agora. Que estamos melhor formados, que temos mais meios e mais informação para ter voz e voto no que o futuro possa proporcionarle a nossos filhos. O certo é que no fim faremos o que toque e o que nos digam. Porque, ¿que lhe vamos a fazer? E assim se escreve a História.

* Jornalista