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Corridas/cursos para reservar vacinas

 

27/07/2020

A corrida/curso aberta pela Administração de Donald Trump para reservar a compra de não menos de 100 milhões de doses da futura vacina contra o vírus do {covid}-19 não transmite uma imagem precisamente positiva das relações internacionais. Quando nem sequer é seguro que alguma das vacinas em fase experimental chegue a ser eficaz, enquanto cresce sem pausa o número de contagiados a escala planetária, o projeto que ganha posições é uma mistura de nacionalismo e de {mercantilismo} {desaforado} que ameaça com deixar na valeta às comunidades mais desfavorecidas, mais vulneráveis. Uma característica do nosso tempo, que é incapaz de adotar como referência o {altruismo} desinteressado praticado em situações precedentes mesmo com menos ferramentas cientistas das que agora dispomos, mas com bastante mais consciencializa de comunidade global ameaçada por uma doença.

Há/faz pouco mais de 50 anos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) encarregou a um jovem médico estado-unidense dirigir a campanha de erradicação da varíola, à que se somou a {URSS}; em nossos dias, o presidente Trump decidiu que Estados Unidos abandone a OMS com um discurso mistura de prepotência e de suspeitas gratuitas. Eram tempos de guerra fria, como o eram os que, no entanto, fizeram possível a cooperação das duas superpotências para desenvolver a vacina oral contra a {poliomelitis}. Hoy se mantém razoavelmente salvaguardada a cooperação entre científicos/cientistas, mas a competição entre estados, blocos e empresas está longe de ser exemplar apesar de que a extensão da pandemia não conhece limites e tem desencadeado uma crise mundial.

Algo que cabe qualificar de insano tem danificado a consciencializa de espécie. Se tem imposto uma lógica que se reflete nas sacos, onde as ações dalgumas farmacêuticas se têm disparado diante da possibilidade de que à volta duns meses disponham duma vacina eficaz. Como se se tratasse de um produto dos que descontam no mercado de futuros e quando ainda nenhum científico/cientista deu por seguro que alguma das provas chegue a bom porto. Algo bastante desanimador tendo em conta que duma pandemia que se tem infiltrado nos cinco continentes ou saímos todos ou sempre ficarão abertas portas ao contágio, porque é óbvio que não todos os estados poderão fazer frente à imunização em igualdade de circuntâncias.

O exemplo do médico {Albert} {Sabin} é mais de atualidade que nunca: renunciou a tirar um só/sozinho dólar de benefício pessoal mediante o registo duma patente pela vacina oral da pólio que ele fez efetiva. Quando apenas se falava da aldeia global, entendeu que não cabia tirar jogo/partido de forma ilimitada a um problema de alcance universal. O desafio apresentado pelo coronavirus tem essa mesma dimensão universal e dramática; requer doses massivas de solidariedade e coordenação através da OMS para conseguir que a imunidade futura alcance a todos e não só/sozinho a uma parte dos ameaçados pelo mal.