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El Periódico Extremadura | Sábado, 25 de novembro de 2017

Contrapoderes

O único perigo de Vara na Extremadura poderia vir por Podemos mas não parece

JOSÉ L. Aroca
10/09/2017

 

Avançam os meses e o Jogo/partido Socialista reina ao longo/comprido e largo deste perfil rechonchudo que nos mapas de Espanha mira mas mais bem andor {arrinconado} no sudoeste contra Portugal, e em cuja proa dispõe de um {mascarón}, Cedillo, que atira do conjunto/clube até o Atlántico por vocação natural mas que é incapaz sequer de {vadear} o charco do Tejo e andor forçado a um rodeio de quilómetros por aquilo das grandes famílias {apegadas} ao negócio da produção elétrica.

Quem lhe ia a dizer a um deprimido Fernández Vara, inundado de dúvidas lá por 2014, que três anos depois ia a encontrar não só/sozinho governando comodamente mas ia ser um líder {indiscutido} do jogo/partido, no qual não há quem lhe {tosa}, e no qual piano piano, mas sem remissão, vai-se produzindo não um substituição mas uma substituição geracional da que já ficam muito poucas torres por cair.

Chegou setembro, com seu {depre} {post}-de férias e com os mais atrasados, os docentes, os professores e professores de toda a vida, apurando seus últimos tragos de descanso/intervalo antes de apostar-se à porta do sala de aula a ver com que anjinhos têm que tourear dentro de um panorama no qual sabem que já não educam, que para isso estava a televisão e agora a rede, e que ao máximo que aspiram é a ensinar a um conjunto/clube de meninos e moços interessados em todos menos nisso, e para os quais a rota instrução-trabalho-família, antes segura, tem hoje outros atalhos confessos ou não, para ganhar a vida e andar por ela, entre eles o cómodo útero do domicílio familiar.

Enquanto enfrentam esse mas nos espaços educativos, o PSOE, em minoria parlamentar na Asamblea de Extremadura, está mais cómodo, muito mais, que com a maioria histórica que tem tido e que apurou em seus últimos quatro anos antes de que Monago-Redondo fizessem uma {pirueta} na frigideira de Zapatero volteando uma omeleta com poucos ovos e menos batatas ainda.

Para o PSOE suponho que é mais interessante, mais entretido, e mais gozão por milagre, passear-se pela rua perante uma oposição/concurso público maioritária mas que pouco/bocado exerce, que {siestear} entre um passe de rolo e outro nesse tedioso emprego de ir de vez em quando à Asamblea de Extremadura a votar.

Que o PSOE de Vara entrasse em pânico e melancolia entre 2011 e 2014, com visita diária ao divã do psiquiatra político, tem sua lógica depois de/após quase três décadas de comodidade, ao fim e ao cabo era a primeira vez e além disso tinha certa dúvida sobre/em relação a a mudança de líder, mas que o novo cliente do médico argentino aprendiz de Freud seja o PP de los Ramallo, Camisa de noite, Sánchez Cuadrado, {Barrero}, Floriano, a aqueles que sempre lhes ficava o esclarecimento de que Extremadura e Andaluzia eram impossíveis, mas mantinham o pulso da oposição, não tem explicação.

Resulta que os professores em fazer oposição/concurso público, à força {ahorcan}, de imediato se lhes tem esquecido. Monago e os seus não conseguiram até agora, que eu o note, nenhum grande impacto em seu papel de contrapoder/conseguir, a exceção e se talvez de Feval. Como se comenta entre observadores, não tocam bola, e provavelmente tem que ser assim, o duelo é longo/comprido e em dois anos podem refazer-se, mas chama a atenção.

O único perigo poderia vir para a estabilidade do PSOE pelo lado de Podemos, com a chave da maioria, mas sinceramente se lhes vê, neste perfil geográfico {rechonchito}, com bastante menos palpite que o de Igrejas em Madrid. Não descer, nalguns aspetos, da nuvem ideológica e preconcebida ao terreno político, de fazer política na Extremadura, se o põe ainda mais fácil aos socialistas, provavelmente ainda não encontraram o equilíbrio entre pedir o máximo, o possível que ponha em aperto ou os sociais-democratas, ou simplesmente não têm descoberto ainda que pedir. Em Castela-A Mancha Podemos possui a mesma situação de chave, e seu protagonismo político é muito superior.

Ciudadanos bastante tem com definir-se e com suportar os divórcios internos gigantescos que tem na Extremadura.

Sem contrapoder/conseguir político externo, Vara se dedica aos internos, e a julgar pelo que se vê, com resultados {manifiestamente} impossível de melhorar.

* Jornalista.

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