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El Periódico Extremadura | Sábado, 23 de septembro de 2017

A competição dos desobedientes

CARMEN Martínez- Fortún
13/09/2017

 

Educada na disciplina desde pequena, amante do sossego que lhe mantém a pressão arterial a raia por necessidade, mas rebelde por natureza, uma assiste {arrobada} a essa competição heroica de desobediência civil cujo tiro de partida bateu ontem {Ada} {Colau}, reivindicando para sim o mérito de ser a mais desobediente e {malota}. Que não venham esses senhores antanho {burguesazos} de sala a ensinar-lhe a ela que andava desde jovem disfarçada e rebentando comícios, enquanto os colegas de {Puigdemont} votavam com o PP, por muito que agora tenham descoberto não o {ritmito} {melifluo} do ¡{resistiré}!, mas o êxtase heroico do ¡{desobedeceré}! a golpe de foice, como em {Els} {segadors}, que já em o seu segundo verso revela a vontade soberana de Catalunha de voltar a ser rica.

Não {insistiré} --já o disse Cercas-- em que esta revolução é dos ricos contra os pobres, porque hoje me tem subjugada a competição dos desobedientes. E é por inveja.

De facto adoraria emulá-los. Por exemplo, se amanhã não gosto o horário que me têm preparado as chefes de estudo, adoraria {rehacérmelo} a meu antojo, segundo minhas necessidades e idiossincrasia e que tivessem em conta todas minhas exigências, tão legítimas elas que se devem a minha particular forma de ser, minha idade e minha relação histórica com o centro. De não aceitar minhas reclamações adoraria dialogar, mas só/sozinho até que as {aceptaran}. E se não era essa sua resposta {molaría} ter as narizes de entrar e sair na hora que quisesse, atropelando assim os direitos de meus colegas e alunos, porque é que eu sou diferente.

Desde outro âmbito, também me {repatean} os impostos, sobretudo o de sucessões, por isso seria um {gustazo} ter o valor de não pagá-lo, o mesmo que essas multas tão injustas que nos põem aos inocentes condutores por infrações que não supõem nenhum perigo para ninguém. No entanto, o {confieso}, sou cobarde, e {cumplo} meu horário e pagamento meus impostos e minhas multas. ¡Que vergonha!

Não como os pais e mães da pátria catalã. ¡Que heróis, ouçam, esses desobedientes!

* Professora

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