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El Periódico Extremadura | Sábado, 25 de novembro de 2017

Choques

CARLOS Ortiz Pérez
11/09/2017

 

Tenho aprendido que os choques não são bons para ninguém. Nem sequer para quem ganha numa batalha dialética, empresarial, política ou sentimental. Sempre deixam um rasto de sangue, um filme sem final feliz e, o que é pior, uma maneira irresolúvel de incapacidade para arranjar os problemas. Cada um temos nossos exemplos, em carne própria ou alheia, embora quando {escucho} histórias de desencontros, conflitos e ruturas o único que se vem à cabeça é a dificuldade que o mundo tem para caminhar numa direção boa para todos.

¿E que é o bom e o mão? dirão vocês, a aqueles que nem sequer dão um pausa os começos de curso com as crise de Coreia de Norte ou Catalunha, tudo um exercício de como se as coisas vão pior podem chegar a sê-lo ainda mais. E neste mixórdia de atualidade no qual nos {encontramos}, {asistimos} à {confusion} que geram as mensagens em diferente direção, a contínua cerimónia de declarações cruzadas digna de um mau pátio de vizinhos/moradores e, sobretudo, essa estranha sensação de que pareça até normal/simples.

A outra tarde, enquanto passeava pelo parque, {escuché} a dois amigos falando das {cuitas} quotidianas na escada de seu bloco. Tinha, para além de uma certa animadversão a aqueles que não {comulgaban} com seus projetos, um ânimo de confronto que muito distava da necessidade de paz e diálogo nos conflitos. Nem que dizer tem que aquilo soava a tudo menos a construtivo. Não posso negar-los que senti uma certa impotência, algo parecido à sensação cansada que já me provoca o telenovela catalã e o que nos fica.

É significativo que {avancemos} tanto/golo em tecnologia e meios para aumentar nosso bem-estar, mas que ainda não se tenha inventado um remédio contra os choques procurados ou encontrados. Embora lhes pareça um milagre, há momentos nos que acontece bem pelo contrário. É que o ser humano é de tudo menos perfeito. Se calhar por isso nunca deixa de surpreender-nos.

* Jornalista

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