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A cerimónia da confusão

 

FRANCISCO Rodrúguez Criado
20/05/2020

Os peritos seguem/continuam em sua linha: dizer uma coisa e a contrária. O maior/velho representante deste descontrolo em Espanha é Fernando Simón, quem, a ter em conta suas numerosas contradições, não sabe ainda para que servem (ou não) as diversas máscaras disponíveis no mercado.

Se {subimos} de nível, o panorama também não resulta promissor. A OMS diz agora que não está demonstrado que o vírus se contagie através dos objetos, algo no que se tinha insistido durante meses.

E depois estão os peritos que afirmam que a) o vírus não vai a sofrer recuo por culpa do calor extremo e b) veremos um brote de novo después do verão. ¿Em que {quedamos}? Se o calor não vai a mitigar o potencial daninho do vírus, ¿porque é que o verão nos vai a outorgar uns meses de relativa tranquilidade?

Pagando a cerimónia da confusão, estranho é o dia em que não recebemos a notícia duma cura milagrosa que acaba com a {Covid}-19 como por arte de magia, seja com dióxido de {cloro}, a {ozonoterapia} em sangue ou mediante um {conjuro} medieval. E a quem não lhe gostem as (supostas) boas notícias, sempre poderá entreter-se com as (supostas) más notícias, como, por exemplo, a que difunde o biólogo {Luc} {Montagnier}, Prémio Nobel de Medicina, apoiado por sua vez num controverso estudo indiano, segundo o qual o {SARS}-{CoV}-2 é um monstro de laboratório que incorpora sequências da sida.

A história é mais velha que urinar de pé: quantas menos certezas, mais teorias e mais {charlatanería}. Aí estão as {trepanaciones} para aliviar a dor, as {lobotomías} para paliar as condutas obsessivas ou a fogueira para castigar a pessoas com epilepsia.

O devir da humanidade é uma batalha campal entre a sabedoria contrastada e o desconhecimento mais criativo.

Entretanto, terá que seguir/continuar {extremando} as precauções, não pelo que digam os peritos, mas pelo que diz (com factos/feitos) o {puñetero} vírus.

* Escritor