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El Periódico Extremadura | Sábado, 23 de junho de 2018

A central de Valdecaballeros

F. García Figueroa
11/06/2018

 

As {paginas} de O Jornal Extremadura recolhiam o passado dia 6 as imagens da exposição {retrospectiva} Retrato da Extremadura 1923-2018, destacando principalmente a da concentração de 4.000 pessoas contra da central nuclear de Valdecaballeros. Foi uma das primeiras medidas, por não dizer a primeira, que tomou por nessa altura o presidente da Junta de Extremadura, Juan Carlos Rodríguez Ibarra, medida populista amparada no falso ambientalismo que lhe subiu ao poder/conseguir.

Esta exposição fotográfica, vista desde a perspectiva atual, nos mostra uma decisão política que destruiu centenas de postos de trabalho e riqueza. Valdecaballeros era nessa altura um povo/vila com algo mais de 1.000 habitantes que se viu surpreendido com o desembarco de perto de 5.000 trabalhadores de todas as regiões de Espanha e estrangeiros {venidos} de Alemanha e América. As pessoas de Valdecaballeros passou de ganhar quatro duros a ter um ordenado fixo que elevou seu nível social e económico.

Este projeto nuclear gerou rios de dinheiro, o que facilitou a construção de hotéis, restaurantes e condomínios inteiras. Tal foi a riqueza que se criou, que a própria central pagava festas, atuações musicais e até ao água aos vizinhos/moradores. Valdecaballeros fechou por ordem/disposição de Felipe González em 1984, e o povo/vila voltou à rotina e à miséria anterior. Os 5.000 empregados se foram embora, os hotéis e restaurantes fecharam e só/sozinho ficou ali a enorme infraestrutura nuclear convertida num fantasma que todos os espanhóis temos vindo pagando durante 31 anos para fazer frente ao pagamento de 2.043 milhões de euros que houve que reintegrar às empresas elétricas.

Aqueles 4.000 cidadãos que se manifestaram em Valdecaballeros deveriam dar-se hoje uma volta pelo único povo/vila de Espanha que teve uma taxa de desemprego baixo/sob/debaixo de zero. ¡Muitas graças uma vez mais senhor Ibarra por sua política social¡

LÍNGUAS

Influencia do inglês

{Katia} {Stevane}

Génova

Un relatório/informe do Instituto/liceu Cervantes afirma que as línguas que têm maior número de faladores nativos no mundo (después do chinês mandarim) são o inglês e o espanhol, que contam respetivamente com 414 e 410 milhões de falantes. A difusão do inglês, que se afirmou como língua internacional, se remonta aproximadamente aos anos 50. Enquanto na Europa a guerra deixava muitos estados numa situação catastrófica, Estados Unidos estava em seu melhor momento de prosperidade económica e assim o inglês tornou-se na língua mais importante do mundo.

Se bem sempre se debate sobre/em relação a a importância do inglês, em relação às demais línguas, ultimamente se está a falar da influencia do inglês no idioma espanhol. Este contacto entre línguas segue/continua existindo hoje em dia: com efeito, há palavras espanholas que os ingleses têm incorporado em seu vocabulário. Este fenómeno, que os linguistas conhecem como a pegada/marca do espanhol no inglês, explica que a influencia se produz no contexto norte-americano. De facto, muitos desses termos são palavras dos indianos norte-americanos que os espanhóis adotaram e que agora, dalguma maneira, voltaram àqueles a aqueles que pertenciam.

Para além de palavras como festa ou sesta, há outras palavras com conotação militar, fruto da repercussão internacional da guerra de independência espanhola, como praça/vaga, burro, serra, mosquito, político, cavalheiro. Por todas essas razões, se bem a língua inglesa se considera a língua global por excelência, e ainda que alguns se alarmem pela sorte da língua espanhola em território inglês, não temos de esquecer a capacidade de adaptação e de incorporação de estrangeirismos por parte do espanhol, que em certa medida se deve a sua liberdade migratória.

Não há nenhum motivo para preocupar-se pelo idioma espanhol, que ao longo/comprido dos anos tem demonstrado ser mais resistente e também mais aberto e audaz.

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