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A cautela marca a {desescalada}

 

16/05/2020

A «prudência, cautela e segurança» se tem imposto às tensões para acelerar o calendário de {desescalada} das medidas estabelecidas para travar o {covid}-19. A partir de esta segunda-feira, o 70% da população espanhola estará na fase 1 e só/sozinho quatro ilhas terão avançado à fase 2 que significa uma certa aproximação à normalidade. O 30% dos cidadãos, incluindo toda a região de Madrid e a região metropolitana de Barcelona seguirão/continuarão numa fase zero. Embora seja aliviada, melhorada ou batizada como 0,5, é ainda a fase zero, como insistiu o ministro de Saúde, Salvador {Illa}; o volume de casos e a falta de um dispositivo que permita detetar as novas infeções rapidamente e isolar-los para evitar o brote de novo (cuja disponibilidade marcou em grande parte a diferença entre as comunidades que têm {capeado} com mais êxito o pior da crise e as que não) não permitem descontrair-se e exigem seguir/continuar atuando, a administrações e cidadãos, com a máxima responsabilidade. O estudo de {seroprevalencia} anunciado nesta semana confirmou que só/sozinho se tinha detetado o 10% dos casos reais, e que superámos os 27.000 falecimentos com só/sozinho um 5% da população em contacto com o vírus: um argumento mais para a cautela perante as consequências de um hipotético brote de novo.

Embora na sua comparência após a ronda de contactos com as comunidades autónomas tanto/golo o ministro {Illa} como o médico/ doutor Fernando Simón quiseram destacar a {interlocución} fluida (matizando no caso de Madrid que este diálogo construtivo se está produzindo com os técnicos sanitários da comunidade), no caso do Governo da popular Isabel Díaz Ayuso esta apreciação se deve mais a um necessário esforço por não aumentar a tensão que à realidade. Se apesar de periódicas saídas de tom os passos da {desescalada} parecem que estão a fazer realidade os princípios da {cogobernanza} e a colaboração responsável no caso da Conselheria de Saúde de Catalunha, este não é o caso de Madrid. E as pressões mediáticas e na rua não parece que vão a ceder segundo o discurso progressivamente radicalizado do Partido Popular. A gestão do aterragem do confinamento verá sem dúvida novas tensões. Neste panorama, é evidente que dentro da vigência do estado de alarma (e se calhar sem ele) têm cabida as atitudes de flexibilidade e concertação como as mantidas com a maior/velho parte das comunidades, mas a manutenção desta situação excecional é o único que está travando {derivas} como as de Ayuso. Algo que seria difícil de entender que não se tivesse em conta, diante da próxima petição/pedido de renovar o estado de alarma, na posição dos partidos que não queiram acompanhar em sua rota a Vox e o PP.