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El Periódico Extremadura | Domingo, 21 de outubro de 2018

Cartas de nuvens

María Francisca Ruano
05/06/2018

 

No jogo, as cartas da considera se repartem e, com melhor ou pior mas, temos de jogar com as que toquem.

Tocam {cirros}, {cirrosestratos}, {altocúmulos}, {nimboestratos}, {cúmulos}, {cúmulonimbos}... Nuvens de temporal, nuvens sombrias, nuvens de água, {aborregadas}, maciças, {balquecinas}, {lechosas}, {filamentosas}.

Baixas, médias ou altas. Há dez espécies de nuvens ou tenha nevoeiro.

Há, naturalmente que as há, trovoadas frontais quando {penetra} o ar frio e o ar cálido abaixo encontra-se com ele... E chuva.

As nuvens de chuva são {cúmulos} e estratos. Os {pedruscos} de granizo parecem cair como se fossem {pedradas} do céu.

Que cada qual, cada dia, suporte sua sorte.

HERÓI PARA FRANÇA

Lição magistral

Ramón Gómez Pesado

Director {IES} {Ágora} de Cáceres

{Llamamos} lección magistral a lo que hacen profesores, catedráticos e professores quando se dirigem até um público nalgum ato académico, público e solene, para dissertar sobre/em relação a alguma matéria da que são especialistas e conhecedores privilegiados do tema, e tratam de partilhar os seus conhecimentos eruditos com os que lhes ouvem, quase sempre ávidos de saber e conhecer.

Mas a última lição magistral da que quase todos fomos testemunhas ao vivo e ao vivo, nos chegou de alguém que não tem títulos de nenhum tipo. Não tem título de professor, nem de professor, nem de catedrático. Por não ter, não tem nem papéis. É um ‘{sinpapeles}’. Se chama {Mamoudou} {Gassama}, um jovem de vinte e dois anos que se tem visto obrigado a abandonar sua terra africana, {Malí}, e tentar abrir-se caminho numa Europa livre que lhe permita viver e crescer com dignidade e em liberdade.

O discurso de sua lição não tinha nenhuma palavra escrita. O público presente e à distância, ao vivo uns e por televisão os outros, seguiam/continuavam boquiabertos todos os movimentos deste jovem {maliense}. Ele chegou, viu que um menino de quatro anos pendurava da grade da terraço de um quarto apartamento, e não perguntou nada a ninguém.

Os demais, por volta de, davam vozes, gesticulavam de todas as maneiras e em todos os idiomas possíveis, mas sem fazer nada.

Ele se {encaramó}, qual felino que defende a sua cria, e passou de terraço em terraço até em cima com uma agilidade espantosa.

E não lhe importava quem era esse menino nem sua procedência. Não lhe preocupava saber se sua situação estava legalizada ou se procedia de famílias imigrantes sem papéis.

Ele o único que sabia é que esse menino corria perigo e tinha que atuar. Sem mencionar palavra nos deu, a todos, uma lição magistral. Sem ser professor, nos fez {recordar} o famoso provérbio que diz «Não se ensina o que se sabe, nem se ensina o que se diz... Se ensina o que se faz».

E ele fê-lo, e nos ensinou a todos que temos de atuar mais e falar menos, agora que nossos políticos não se cansam de pregar uma coisa e fazer outra e estão mais ocupados em meter a mão que a pata e mais preocupados se têm metido esta que aquela.

E {Macron} se rendeu a seus pés. O mesmo {Macron} que endurece e aplica uma lei mais restritiva à imigração em França, não lhe ficou mais remédio que entregar a nosso herói «sem papéis» um papel, não maior que o tamanho duma {cuartilla}, sim, mas com o selo sagrado da {République} {française}.

Enquanto nossos jovens seguem/continuam admirando os golos de chilena de {Bale} e Cristão e os mágicos regateios de Messi, a sociedade segue/continua empenhada em oferecer-los, de vez em quando, outro tipo de heróis, pelo sim pelo não {quisieran} ir alterando, ou pelo menos partilhando, suas preferências.

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