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El Periódico Extremadura | Quarta-Feira, 26 de septembro de 2018

Carcereira e o banho de realidade

Os independentistas catalães se têm submetido diante da {prision}, o mais resistente tem renegado de seus princípios

ANTONIO Cid de Rivera
14/01/2018

 

Tomás Martín Tamayo sempre diz que ele, como professor da prisão de Badajoz de toda a vida para além de escritor, tem visto ao mais corpulento dos réus dobrar-se diante da realidade duma cela. Que a cadeia vem a ser uma espécie de cura de realidade, a qual leva-se pela frente/por diante ao mais duro do rebanho por muito que se empenhe em seus erros. Trago isto a colação da deriva que estão protagonizando os independentistas catalães encarcerados de um tempo a esta parte, os quais em menos de dois meses têm renegado de seus princípios com tal de voltar a casa fazendo ver ao juiz que os delitos cometidos foram qualquer coisa como um miragem, um delírio alentado pela masa cuja pena não estão dispostos com comer-se em solitário. Os {mártires}, em suma, são doutra época e se imolavam por não ter que renegar de deus, nunca por uma {DUI} ou uma república independente.

O Jornal de Catalunha titulava ontem «Banho de realidade» perante este novo cenário de arrependidos e não posso estar mais de acordo. O ato de {contrición} dos {Jordis} e outros independentistas encarcerados foi tão rápido que quase não deu tempo a digeri-lo: nem valentia nem princípios nem {martirio} por uma causa nobre que se cumprimentou desde a escadaria do {parlament} enquanto a {CUP} levantava o braço e fechava o punho em sinal de vitória revolucionária. O poder/conseguir do Estado se faz visível e as troças ao mesmo se pagam, o que rapidamente têm especialista/conhecedor como cordeiros e não como lobos Artur Mas, Carmen Forcadell, Carles Mundó, {Joaquim} {Forn}, Jordi Sànchez ou Jordi Cuixart. Quase nada.

Somente o iluminado de Carles Puigdemont parece seguir/continuar adiante mas desde a capital belga porque, a estas alturas do filme, não me estranharia nada que o próprio {Oriol} {Junqueras} se despertasse um dia destes em sua cela de {Estremera} e se perguntasse que faço eu aqui perdendo o tempo. Porque aplicando só/sozinho um dez por cento de raciocínio cabe pensar que um estado de direito não vai a consentir a constituição de um {parlament} com pessoas na cadeia nem muito menos a investidura de {president} em diferido ou por Skype desde Bruxelas.

Em resumo, que os pesos pesados do independentismo se descem do comboio da {unilateralidad} (literal em palavras dalguns deles como {Joaquím} {Forn}), e que o {PDECat} e {Esquerra} Republicana, olho, respeitam que os presos «façam o que possam», (também literal), para sair da cadeia. ¿Mas alguém pode pensar que isto é sério? ¿Mentir com tal de salvar o traseiro e esperar que? ¿Que o Estado se despiste e possam voltar às andadas? ¿Mas se pode confiar em quem {echa} mentiras perante os olhos de seus representados só/sozinho para salvar-se do lastre judicial? Que mal-estar.

Sempre um pensa que trata com políticos de altura, mas o acontecer dos tempos me tem demonstrado que não é assim, que é verdade aquilo que acham alguns de que muitos destes dirigentes que se dedicam à coisa pública vivem uma realidade paralela e fiam suas vidas à mesma até que um bofetada político, eleitoral ou neste caso judicial lhes dá uma cura de realidade. Acredito/acho que é o caso.

Agora, a {ingobernabilidad} de Catalunha é um facto/feito desde a convocatória do referendo ilegal do 1-O. E tal como vão as coisas, a aplicação do 155 vai para longo/comprido embora ainda pode ser pior e ver uma nova convocação de eleições antes do verão. O que parece claro é que o {bucle} no qual {andamos} metidos não pode ter arranjo enquanto não exista uma maioria qualificada que ponha ordem/disposição e cabeça. Sempre fica a esperança de que {Esquerra} Republicana, quem deseja governar embora tenha que deixar estacionada a {DUI}, decida abandonar a via Puigdemont e explore outros caminhos com tal de tomar novamente as rédeas e {redirigir} a economia da comunidade.

Apelar a isso é a solução, optar pela via Puigdemont não deixa de ser um labirinto sem saída e apresentar novas eleições um melão sem abrir cujo resultado pode ser ainda pior para casar as hipotéticas alianças. Em qualquer caso, com o independentismo ferido e o constitucionalismo em alta, o cenário é favorável. Embora sempre cabe a lei de {Murphy} de que se algo pode sair mau, tem todas as possibilidades de que, com efeito, saia mau. Veremos.

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